Uma mulher identificada pelas iniciais E.S.M., ex-empregada doméstica, foi indiciada pela Polícia Civil em Uruçuí, no Sul do Piauí, pela suspeita de extorsão. Segundo o delegado Marcos Halan, responsável pelas informações sobre o caso, a investigada teria exigido sucessivos pagamentos de um homem após o fim de um relacionamento mantido entre os dois em 2023.
De acordo com a investigação, as cobranças teriam sido acompanhadas de ameaças de revelar o relacionamento à esposa da vítima e a outras pessoas. Durante o período investigado, o homem realizou diversos pagamentos via PIX que, conforme a documentação bancária reunida pela polícia, ultrapassaram R$ 20 mil.

A Polícia Civil informou que, em julho de 2026, após a vítima se recusar a realizar novos pagamentos, as abordagens teriam se intensificado. Conforme a investigação, a mulher teria utilizado diferentes números telefônicos para enviar mensagens à esposa do homem e também teria ameaçado criar perfis falsos em redes sociais e divulgar conteúdos de natureza íntima.
Segundo o delegado, essas ações teriam sido utilizadas como forma de pressionar a vítima a realizar novos pagamentos.
Entre os elementos reunidos durante a investigação estão comprovantes de transferências bancárias, registros de mensagens e documentos relacionados às comunicações realizadas. A Polícia Civil informou ainda que a investigada prestou declaração e reconheceu ter realizado as cobranças. Segundo a autoridade policial, ela afirmou que parte dos valores recebidos era utilizada para custear gastos relacionados a jogos de azar.
Com a conclusão da investigação, E.S.M. foi indiciada pela suposta prática do crime de extorsão, previsto no artigo 158 do Código Penal. O indiciamento ocorre na fase investigativa e não representa condenação, cabendo ao sistema de Justiça analisar o caso nas etapas seguintes.
Polícia Civil faz alerta
A Polícia Civil informou que ameaçar ou constranger uma pessoa para obter dinheiro ou outra vantagem econômica pode configurar crime de extorsão. A corporação também afirmou que dificuldades financeiras, problemas pessoais ou compulsão por jogos de azar não afastam eventual responsabilidade criminal.
A orientação às vítimas de situações semelhantes é preservar mensagens, comprovantes de pagamentos, números telefônicos, perfis utilizados e outros registros que possam contribuir para a investigação, além de procurar a autoridade policial para registrar a ocorrência.





