Estado já soma 10.428 casos confirmados da doença; cinco mortes ainda são investigadas
O Piauí chegou a 15 mortes confirmadas por dengue em 2026, segundo dados do painel de arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Outros cinco óbitos ainda estão sob investigação.

Até julho, o estado contabilizava 11 mortes confirmadas. Desde o início do ano, foram registrados 16.960 casos prováveis de dengue, sendo 10.428 confirmados.
Do total, 550 pacientes apresentaram sinais de alarme e 31 evoluíram para dengue grave.
Teresina concentra 43% dos casos
Teresina concentra a maior parte dos registros de dengue no Piauí. A capital possui 7.364 casos prováveis e 4.678 confirmados, o equivalente a aproximadamente 43% dos casos prováveis registrados em todo o estado.
O município tem ainda uma morte confirmada pela doença e outras três em investigação. Também foram registrados 295 casos com sinais de alarme e 10 casos de dengue grave.
Idosos e pessoas com doenças crônicas têm maior risco
Segundo o Ministério da Saúde, pessoas de todas as idades estão sujeitas à dengue. O que muda é o risco de desenvolvimento de complicações.
Idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, apresentam maior possibilidade de evolução para quadros graves.
O Ministério da Saúde destaca que a maioria das mortes por dengue pode ser evitada, principalmente quando o paciente recebe atendimento adequado e a rede de saúde consegue identificar rapidamente os sinais de agravamento.
Sintomas e sinais de alerta
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça ou atrás dos olhos, enjoo, fraqueza, dores nas articulações e manchas vermelhas pelo corpo.
A orientação é procurar atendimento imediatamente caso apareçam sinais como:
- dor intensa na barriga;
- vômitos frequentes;
- tontura ou sensação de desmaio;
- dificuldade para respirar;
- sangramento pelo nariz, gengiva ou nas fezes;
- cansaço intenso ou irritabilidade fora do comum.
Como prevenir
A prevenção depende principalmente da eliminação dos locais onde o mosquito Aedes aegypti pode se reproduzir.
O Ministério da Saúde recomenda:
- remover recipientes que possam acumular água;
- manter reservatórios e caixas-d’água vedados;
- limpar e desobstruir calhas, lajes e ralos;
- utilizar telas nas janelas;
- usar repelente em áreas com transmissão conhecida da doença.
Com o avanço dos casos e das mortes, a recomendação é reforçar os cuidados dentro de casa e procurar atendimento médico diante de qualquer sinal de agravamento.





