A Polícia Militar do Piauí identificou uma migração de integrantes de organizações criminosas do Ceará para municípios do litoral piauiense, principalmente Luís Correia e Cajueiro da Praia. A informação foi dada pelo comandante do Policiamento Litoral Meio Norte da PMPI, coronel Erisvaldo Viana.

Segundo o comandante, cerca de 95% das pessoas presas ou mortas em ocorrências policiais registradas nos últimos seis meses nos dois municípios seriam naturais do Ceará. A situação levou a Polícia Militar a intensificar operações, bloqueios e barreiras na região.
“Cerca de 95% de pessoas que já foram presas naquela região, bem como outras que foram neutralizadas, são do Ceará. E sabendo dessa migração, a gente tem feito muitas operações de bloqueios, barreiras naquela região, a fim de que a gente possa mitigar essa migração de organizações criminosas do Ceará para cá”, afirmou.
As declarações ocorrem após o registro de ameaças e ordens de expulsão pichadas em imóveis no bairro Beira-Mar, em Luís Correia. De acordo com a Polícia Civil, as inscrições estariam relacionadas a uma disputa entre organizações criminosas. Algumas das casas atingidas, segundo a corporação, tinham ligação com traficantes e usuários de drogas.
Erisvaldo Viana informou que a área passou a receber uma presença policial mais intensa após a identificação de integrantes de organizações criminosas na região. As ações incluíram rondas, abordagens e outras operações.
“Alguns integrantes de organizações criminosas ocuparam aquela região. Nós, sabendo disso, começamos a intensificar as rondas e saturar aquela região, ou seja, começamos a fazer várias operações de abordagens. Muitos foram presos e, com o tempo, as casas foram abandonadas porque vários integrantes de organizações criminosas foram neutralizados, outros foram presos e aquela região realmente ficou abandonada porque os pescadores não voltaram mais”, relatou.

O comandante também explicou que o patrulhamento foi ampliado para áreas de mangue e rios. Segundo ele, acampamentos encontrados nesses locais foram desfeitos durante operações da Polícia Militar.
As ações passaram a contar ainda com o uso de embarcações para o patrulhamento de pontos que não podem ser alcançados apenas pelas equipes em terra.
“Essa região é próxima a um mangue e a um rio. Lá nós temos um mangue muito grande, inclusive tínhamos acampamentos que foram desfeitos pela Polícia Militar através de operações rotineiras. A região está pacificada, nós podemos assegurar. Inclusive, semana passada fizemos operações com utilização da embarcação. Ali estamos atuando tanto em terra, como no mangue e no rio, de tal maneira que toda a região está realmente segura”, declarou.
Segundo o comandante, as operações seguem sendo realizadas no litoral piauiense, com atuação em terra, mangues e rios. A Polícia Militar afirma que a área onde foram registradas as pichações está atualmente pacificada.





