O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou nesta segunda-feira (26) que não houve qualquer conversa sobre a possibilidade de assumir o Ministério da Fazenda em um novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada após seu desembarque em Teresina, onde foi recebido por apoiadores durante uma carreata organizada para comemorar a vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
Questionado sobre as especulações de que poderia deixar o Governo do Piauí para integrar a equipe ministerial, Rafael afirmou que sua participação na campanha presidencial esteve concentrada nas atividades eleitorais.

“Nunca foi tratado nada disso. Vejo muita especulação na imprensa, mas a minha contribuição se restringiu a essa questão eleitoral. Tudo o resto não foi conversado”, declarou.
Ao ser perguntado se aceitaria o cargo, o governador disse que não poderia avaliar uma possibilidade que não chegou a ser discutida. Caso Rafael deixasse o Governo do Estado, o vice-governador eleito, Washington Bandeira (PT), assumiria o comando do Executivo estadual.
A carreata ocorreu após a chegada do governador à capital piauiense, pouco depois das 19h. A concentração dos apoiadores começou no cruzamento da Avenida Centenário com a Rua Guaporé, seguindo até a Praça do Povo, na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). O ato estava previsto para as 17h, mas os participantes aguardaram o retorno de Rafael, que estava em São Paulo.
Rafael comemora votação de Lula no Piauí
Durante a recepção, Rafael Fonteles também comemorou o resultado de Lula no Piauí, onde o presidente obteve 75,88% dos votos válidos, o equivalente a 1.653.989 votos.
Ao ser questionado sobre a meta inicial de alcançar 80% dos votos no estado, o governador respondeu em tom de brincadeira: “75,88%! Não tire esses 0,88% não!”.
Segundo Rafael, a campanha trabalhava com uma expectativa próxima de 74%. O governador destacou que o Piauí registrou o maior percentual de votos para Lula entre os estados brasileiros, seguido pela Bahia.
Rafael, que atuou na coordenação da comunicação da campanha presidencial durante o segundo turno, também avaliou o resultado nacional. Na avaliação dele, a mobilização dos eleitores e os ajustes na comunicação contribuíram para ampliar o apoio ao presidente.
“Mas a grande verdade é que houve um levante da sociedade. Jovens e idosos que abraçaram a candidatura de Lula porque também viam os riscos que representavam a outra candidatura. E isso foi melhor comunicado agora no segundo turno”, afirmou.
O governador também declarou acreditar que a vitória de Lula garantirá a continuidade de políticas federais voltadas ao Nordeste.
“Significa que o Nordeste vai continuar sendo priorizado e a vida do povo vai melhorar”, concluiu.
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