Após caso de vaca louca no Pará, China, Tailândia, Irã e Jordânia suspendem importação da carne bovina do Brasil

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Rússia apresentou embargo apenas à carne exportada do Pará. Exames atestaram que caso é atípico e que doença foi resultado do envelhecimento natural do animal, informou ministro da Agricultura.

O Ministério da Agricultura informou em nota nesta quinta-feira (2) que China, Tailândia, Irã e Jordânia suspenderam as importações de carne bovina de todo Brasil, e a Rússia apresentou embargo à carne exportada do Pará.

Zebu cow cattle in a farm in the Costa Rica Countryside.

As medidas foram adotadas pelos países após a confirmação de um caso de vaca louca em uma pequena propriedade no município de Marabá, no Pará, no dia 22 de fevereiro.

Apesar da decisão tomada pela China, o Brasil já tinha suspendido a exportação de carne bovina para o país. O autoembargo está estabelecido em um acordo bilateral firmado entre os países em 2015.

“China, Tailândia, Irã e Jordânia estão com as importações de carne bovina de todo Brasil temporariamente suspensas e a Rússia apresentou embargo à carne bovina exportada do Pará. No estado, há apenas uma planta frigorífica habilitada no Serviço de Inspeção Federal (SIF) para exportar para a Rússia”, escreveu a pasta no comunicado.

Caso atípico

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse à GloboNews que exames realizados no laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal em Alberta, no Canadá, atestaram que o caso é atípico.

Para o laboratório, a doença é resultado do envelhecimento natural do animal. Na prática, quer dizer que o laudo confirmou a expectativa da pasta de que não há risco de contaminação do rebanho.

O animal detectado com vaca louca se tratava de um touro de 9 anos, criado em pasto. O animal foi abatido, incinerado e a propriedade isolada.

Depois da confirmação do laudo à GloboNews, o Ministério da Agricultura divulgou uma nota apontado que o resultado da amostra foi comunicado imediatamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que a pasta iniciou o processo de comunicação oficial à Organização Mundial de Saúde Animal.

A pasta também vai enviar o laudo do laboratório canadense para o governo chinês e pedir uma reunião virtual para discutir a retirada do embargo.

Fávaro afirmou que trabalha para voltar com o comércio o “mais rápido possível” e que o governo federal pretende habilitar novas plantas frigoríficas a partir da viagem de Lula à China, no fim de março.

Em 20 anos de monitoramento da doença, o país nunca identificou a forma mais tradicional, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação, explicou Vanessa Felipe de Souza Médica-Veterinária, Virologista, Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte.

O que aconteceu:

  • O caso de vaca louca foi confirmado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) em um animal de 9 anos em uma pequena propriedade de Marabá (PA).
  • O animal foi abatido, incinerado e a propriedade isolada. O governo informou que o protocolo sanitário foi tomado após a confirmação.
  • Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) foi comunicada sobre o caso e as amostras para exame de tipificação foram enviadas para o laboratório referência da instituição no Canadá.
  • Laudo do instituto mostrou que caso do Pará é atípico, informou o ministro da Agricultura.
  • O Brasil possui status sanitário de risco insignificante para a doença, desde 2013, na OIE.

Outros casos atípicos

Em 2021, o Brasil deixou de exportar a carne para a China por mais de 100 dias. Na época, o governo havia comunicado dois casos atípicos da doença registrados em Mato Grosso e Minas Gerais.

No ano passado, a receita das exportações de carne bovina registrou alta de 42% em relação a 2021, de acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Por g1 — Brasília

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