Banco Central amplia proteção e facilita devolução de Pix em casos de golpe

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Novo MED 2.0 permitirá rastrear o dinheiro além da primeira conta fraudulenta.

O Banco Central vai reforçar, a partir de fevereiro, o mecanismo de devolução de valores transferidos via Pix em casos de fraude. A nova versão do sistema, batizada de MED 2.0, amplia o rastreamento do dinheiro e busca elevar a taxa de recuperação, hoje considerada baixa diante do volume de golpes no país.

Foto: David Dvořáček/Unsplash

Criado para atender vítimas de fraudes e falhas operacionais, o Mecanismo de Devolução Especial (MED) passa a operar com novas regras que permitem acompanhar o percurso dos recursos transferidos ilegalmente entre diferentes contas bancárias. Até agora, o bloqueio ocorria apenas na primeira conta que recebia o valor, o que limitava a eficácia da medida.

Dados do próprio Banco Central mostram que, em 2025, apenas cerca de 9,3% do valor contestado em golpes via Pix foi recuperado. A baixa taxa está relacionada à rapidez com que fraudadores pulverizam o dinheiro em múltiplas contas, dificultando o bloqueio antes do saque ou de novas transferências.

Com o MED 2.0, esse obstáculo tende a ser reduzido. Caso não haja saldo disponível na conta inicialmente bloqueada, o sistema passa a rastrear automaticamente as transferências subsequentes, tentando congelar os valores nas contas seguintes por onde o dinheiro transitou.

Segundo o Banco Central, a medida amplia significativamente as chances de recuperação e permite identificar com maior precisão as contas envolvidas em esquemas fraudulentos. Além disso, aumenta o custo operacional do crime, ao dificultar a dispersão dos recursos e elevar o risco de identificação dos responsáveis.

A comunicação da fraude continuará sendo feita pelo cliente diretamente no aplicativo do banco onde mantém conta. A partir da notificação, o sistema é acionado de forma automática, seguindo os protocolos estabelecidos pelo BC.

A expectativa da autoridade monetária é que o aprimoramento do MED funcione como um desestímulo adicional às fraudes digitais, que se multiplicaram com a popularização do Pix e hoje figuram entre os principais desafios do sistema financeiro brasileiro.

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