Correios vivem maior crise da história e buscam empréstimo de R$ 20 bilhões para evitar colapso

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Os Correios, empresa estatal que há mais de 350 anos conecta o Brasil, vivem hoje a pior crise financeira de sua história. Para tentar equilibrar as contas, a estatal negocia um empréstimo emergencial de R$ 20 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional, que será fundamental para sanar o rombo bilionário registrado nos últimos anos.

A situação crítica dos Correios resulta de uma sequência de prejuízos, marcada por queda expressiva na receita e aumento dos custos operacionais, especialmente após 2021. De acordo com dados internos, a receita líquida da empresa caiu 11,3%, enquanto os custos cresceram 16,5%, agravando ainda mais o quadro financeiro. No primeiro semestre de 2025, o déficit atingiu R$ 4,36 bilhões — número que pressionou o governo a intervir.

Correios vivem maior crise da história e buscam empréstimo de R$ 20 bilhões para evitar colapso

“O Estado precisa urgentemente se reestruturar para voltar ao caminho da sustentabilidade”, afirmou Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, ao anunciar o plano de reestruturação financeira, que inclui medidas como o programa de demissão voluntária e a venda de imóveis ociosos. O empréstimo será utilizado para garantir o capital de giro e permitir que a empresa reorganize suas operações nos próximos dois anos, com a meta de retornar ao lucro já em 2027.

Além dos desafios internos, os Correios enfrentam perda de relevância diante da concorrência acirrada no setor de logística e comércio eletrônico. Apenas 15% das agências obtiveram lucro no último ano. A tributação sobre remessas internacionais também afetou as receitas, embora tenha gerado uma recuperação estimada em R$ 2,2 bilhões.

Especialistas alertam que, embora o socorro financeiro seja necessário, o futuro dos Correios depende de uma reformulação profunda na gestão e no modelo de negócios da estatal, que vive um momento delicado, sem sinal claro de privatização por parte do governo.

A crise dos Correios é um alerta sobre a urgência de modernização das estruturas públicas, para garantir serviços essenciais que acompanhem as transformações do mercado e continuem a contribuir para o desenvolvimento do país.

Gleison Fernandes
Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

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