O empresário Igor Medeiros Camarço, que atua nos ramos de sorveteria e autoescola, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (26) por equipes do 22º Distrito Policial. Ele é investigado por suspeita de tentar matar um homem após uma discussão envolvendo a instalação de um portão eletrônico, na zona Norte de Teresina.
Segundo o delegado Eduardo Aquino, responsável pela investigação, o desentendimento teve início após problemas no funcionamento do motor de um portão adquirido pelo empresário para um de seus estabelecimentos comerciais. A discussão ocorreu em razão do defeito apresentado pelo equipamento.

De acordo com a Polícia Civil, após o conflito, o suspeito foi até a residência da vítima, bateu com força no portão até que ela saísse e, em seguida, efetuou dois disparos de arma de fogo. Um dos tiros atingiu a perna da vítima.
As investigações apontam que o caso é tratado como tentativa de homicídio. Conforme o delegado Eduardo Aquino, a ação só não teve consequências mais graves porque a esposa da vítima conseguiu impedir que o suspeito continuasse os disparos.
“Ele ainda apontou a arma para os dois, mas a esposa da vítima conseguiu impedir que ele prosseguisse com a ação”, afirmou o delegado.
Durante a apuração, a Polícia Civil identificou outros registros envolvendo o empresário. Segundo Eduardo Aquino, há boletins de ocorrência que relatam episódios de comportamento agressivo, entre eles a suposta agressão a um funcionário, que teria recebido um tapa no rosto.
Esses antecedentes foram considerados pela autoridade policial no pedido de prisão preventiva. Ainda de acordo com o delegado, houve resistência inicial ao cumprimento da ordem judicial, mas a prisão foi efetuada sem confronto.
Ao deixar o distrito policial, Igor Medeiros Camarço afirmou ser vítima da situação e alegou ter agido em legítima defesa. Segundo ele, a vítima teria soltado dois cães da raça pitbull em sua direção. Questionado sobre os disparos, disse não se lembrar do ocorrido.
Em entrevista à imprensa, o empresário também ironizou a prisão ao declarar que, caso seja colocado em liberdade, fará uma “promoção”. Após os procedimentos na delegacia, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.





