Em encontro com presença do candidato do PL à Presidência, influenciador Pablo Marçal anunciou “ataques coordenados” nas redes sociais e defendeu explorar emoções dos eleitores nos últimos dias de campanha.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou, nesta terça-feira (20), de uma reunião fechada com cerca de 300 influenciadores de direita, em São Paulo. Durante o encontro, o influenciador e empresário Pablo Marçal orientou os participantes a evitar assuntos relacionados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e críticas ao presidente Lula (PT), além de defender que os apoiadores explorem o medo dos eleitores na reta final da campanha.
A reunião foi realizada no Plataforma Arena e contou com a presença de nomes como o empresário Renato Cariani e o ator Arthur Aguiar. Flávio gravou vídeos com os influenciadores presentes.
Marçal entrou na campanha de Flávio ainda no turno. Ele foi responsável pela preparação do candidato do PL para o debate presidencial da Band e tem auxiliado em outras áreas da campanha.

Durante a reunião, Marçal defendeu que os influenciadores explorem emoções como esperança, prazer e medo para conquistar o eleitorado. Segundo ele, o resultado da eleição depende da capacidade de provocar reações emocionais nos eleitores.
“Nós vamos vender algo, vender uma ideia, em alguns, vender uma esperança, em outros, vender a prosperidade que gera prazer, mas tem que vender o medo. Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo”, afirmou Marçal.
O influenciador disse ainda que o segredo da eleição está no aspecto emocional e comparou as estratégias de comunicação dos dois campos políticos.
“O PT é melhor que a gente, vende uma ideia pela esperança ou pelo prazer, se não der conta por esses dois, vende pela dor”, declarou.
Marçal também defendeu que os influenciadores evitem ataques diretos ao presidente Lula (PT) e deixem de reagir às críticas da campanha adversária.
“Nós não vamos tocar negativamente no nome do Lula. E eles vão ficar tipo: o que aconteceu?”, disse.
O empresário orientou os participantes a produzir conteúdos capazes de pautar o debate nas redes sociais, em vez de se limitarem a responder aos ataques dos adversários.





