Escola Internacional x Bilíngue: quais as diferenças na formação da criança

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A fluência em duas ou mais línguas é uma necessidade consolidada, que deve somar à inteligência acadêmica.

Você sabe as diferenças entre uma escola internacional e uma escola bilíngue e a experiência que cada ensino pode proporcionar à criança ou adolescente? Com os avanços da tecnologia, um mundo cada vez mais globalizado e as diversas mudanças nas interações sociais, a preocupação com as experiências de aprendizado dessa nova geração é crescente entre os pais e responsáveis, que buscam sempre o melhor para seus filhos.

A fluência em duas ou mais línguas é uma necessidade consolidada, que deve somar à inteligência acadêmica. Isso torna frequente a busca por escolas com ensino de idiomas de modo que a nova geração tenha um aprendizado que proporcione muito mais do que boas habilidades de leitura, escrita e comunicação.

Surgem então questionamentos comuns como:  quando escolher entre escola bilíngue ou uma escola internacional, como elas funcionam e as diferenças entre os dois tipos.  O ponto em comum é a segunda língua desde a educação infantil até o ensino médio, mas a metodologia de ensino e grade curricular em cada um dessas instituições é diferente.

É preciso compreender que o domínio de uma segunda língua não é mais suficiente para uma  formação de excelência. Uma mentalidade internacional já é uma necessidade e isso vai além de um segundo idioma, requer um pensamento global, com conhecimento de outras culturas e uma conexão com o mundo. 

ESCOLA BILÍNGUE X  ESCOLA INTERNACIONAL

Vale ressaltar ainda que uma escola bilíngue brasileira cumpre a Base Nacional Comum Curricular prevista pelo Ministério da Educação (MEC), mas precisa oferecer tempo suficiente de instrução integrada no segundo idioma. Neste caso, o currículo tem foco no conteúdo e na preparação dos alunos para vestibulares e processos seletivos do Brasil.

Já as escolas internacionais, além de serem bilíngues, têm o aprendizado da segunda língua como reflexo da exposição a uma pluriculturalidade, tanto local quanto global. A criança tem uma experiência de aprendizado imersiva, estabelecendo vínculos multiculturais com alunos estrangeiros e participando de intercâmbios em outros países, vivências essas que ampliam a percepção de mundo.

Diante dessa realidade, é importante que os pais compreendam que uma escola bilíngue é uma instituição de ensino regular que tem um programa especial para lecionar um segundo idioma de forma integrada às outras disciplinas. Ela segue o currículo brasileiro, mas adota o inglês como um instrumento de ensino para aulas de matemática, história e artes, por exemplo.  Dessa maneira, o aluno tem uma experiência intensa de contato com o segundo idioma como ferramenta de aprendizado, desenvolvendo-o de forma funcional e leve.

Foto: Gráfico demonstrando os diferenciais de cada modelo de escola.

O currículo dessas escolas segue programas que são referência em educação, como o Fieldwork Education e o IB (International Baccalaureate), que é adotado em mais de 150 países e reconhecido como um certificado internacional.

Essa formação credencia os alunos para a entrada em universidades no mundo inteiro, já que eles passam a ter uma certificação internacional que é reconhecida em grandes instituições espalhadas pelo mundo como Havard, Pricenton, Yale, Columbia, Pensilvânia, entre outras. Escolas que têm um alto padrão tanto para seleção de estudantes,quanto para o desempenho acadêmico dos mesmos.

“O aluno oriundo de uma escola internacional tem mais chances de ingressar em uma grande universidade americana ou instituições da Ivy League, grupo composto pelas universidades mais prestigiadas do planeta. Isso porque se sabe que eles têm a capacidade de resolver problemas, que são cidadãos proativos agentes de mudança no mundo”, explica John Whittlesea, professor com mais de 30 anos de experiência em escolas internacionais.

A Profª Ms Karen Fraser, consultora americana e Head of International Programs na Escola Lourenço Castanho em São Paulo, destaca que uma escola internacional oferece uma educação global, onde a criança vivencia um verdadeiro repertório que se estabelece no aprendizado, na interculturalidade, na comunicação e no contexto acadêmico.

“E esse repertório com duas ou mais línguas desenvolve a flexibilidade de pensamento, a criatividade e um olhar diferente para o mundo. Há a construção de conhecimento por mais línguas, há uma estruturação no contexto socioeconômico, político e cultural. O estudante se torna um cidadão pluricultural, viaja por um mundo de possibilidades, com um olhar sob outros ângulos e a possibilidade de fazer do mundo um lugar muito melhor”, explica Karen Fraser.

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