Criminosos estão utilizando informações disponíveis em processos judiciais para tentar aplicar golpes financeiros em Picos. Somente nesta semana, pelo menos sete pessoas procuraram a Defensoria Pública após receberem contatos de golpistas que se passavam por integrantes do sistema de Justiça. Duas vítimas chegaram a perder dinheiro.
O alerta foi feito pela defensora pública Ana Paula Castro, em entrevista ao Jornal do Piauí nesta quinta-feira (20). Segundo ela, os criminosos acessam informações relacionadas aos processos e utilizam esses dados para tornar a abordagem mais convincente.

“Os golpistas se utilizam desses dados, entram em contato com as partes e tentam extrair informações ou até mesmo conseguir valores. Nesses últimos dias aumentou essa incidência. Tivemos cerca de sete pessoas que chegaram à Defensoria Pública falando que sofreram tentativas desse golpe, e duas delas acabaram caindo. Inclusive, já fizeram boletim de ocorrência”, relatou.
Golpistas simulam audiência judicial
De acordo com a defensora, uma das formas utilizadas pelos criminosos é simular a realização de uma audiência judicial. Durante o contato, a vítima é orientada a compartilhar a tela do celular. A partir desse momento, os golpistas podem visualizar aplicativos e informações bancárias.
“Nessa nova modalidade, eles simulam, com base nesses dados, uma audiência judicial. Pedem para a parte compartilhar a tela do celular e, por meio disso, têm acesso às contas bancárias e a todos os aplicativos de banco, conseguindo retirar valores ou fazer empréstimos”, explicou Ana Paula Castro.
A orientação é desconfiar de ligações e mensagens recebidas de números desconhecidos, principalmente quando houver pedidos para compartilhar a tela do celular, fornecer dados bancários ou realizar qualquer movimentação financeira.
Quem já tiver sido vítima deve registrar boletim de ocorrência e comunicar o caso aos órgãos responsáveis.
“Aquelas pessoas que porventura já tenham caído nessa tentativa de golpe devem procurar imediatamente a delegacia mais próxima ou a instituição, seja a Defensoria ou o Ministério Público, para que as providências possam ser tomadas”, orientou a defensora.





