Indústrias migram do Sudeste para o Sul e Nordeste, diz estudo da CNI

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O destaque positivo foi a Bahia. Segundo a CNI, a participação do Estado na indústria de transformação brasileira cresceu 1,5 p.p. O crescimento é fruto de uma maior fabricação de produtos de minerais não metálicos, como cimento, tijolos e vidro; máquinas e materiais elétricos; borracha, material plástico e bebidas.

A indústria brasileira está migrando do Sudeste para as demais regiões do país, sobretudo para o Sul e o Nordeste. É o que diz estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O levantamento da CNI analisou a concentração do PIB industrial entre 2007-2008 e 2017-2018. Nesse período, o Sudeste perdeu 7,6 p.p. (pontos percentuais) no PIB (Produto Interno Bruto) Industrial. Já o Sul ganhou 2,46 p.p. e o Nordeste, 2,06 p.p.. O Norte teve alta de 1,66 p.p. e o Centro-Oeste, de 1,48. p.p. Eis a íntegra do estudo.

Segundo a CNI, a desconcentração ocorre em todos os segmentos industriais –extrativa, transformação, construção e SIUP (Serviços Industriais de Utilidade Pública). Mas o destaque é da indústria de transformação, que responde por 57% da produção industrial brasileira.

SÃO PAULO CAI

Considerando apenas a indústria de transformação, São Paulo foi o Estado que mais perdeu participação no cenário nacional. A queda foi de 5,44 p.p., puxada pelos setores de celulose e papel, produtos de metal, vestuário e acessórios, máquinas e materiais elétricos.

Ainda assim, São Paulo continua sendo o maior produtor industrial do país, com 30,68% de participação. A vantagem é grande para o segundo lugar do ranking: Minas Gerais, com 10,8% de participação.

BAHIA CRESCE

O destaque positivo foi a Bahia. Segundo a CNI, a participação do Estado na indústria de transformação brasileira cresceu 1,5 p.p. O crescimento é fruto de uma maior fabricação de produtos de minerais não metálicos, como cimento, tijolos e vidro; máquinas e materiais elétricos; borracha, material plástico e bebidas.

Rio Grande do Sul (1,23 p.p.), Paraná (1,26 p.p..), Pernambuco (1,30 p.p.) e Mato Grosso do Sul (1,07 p.p.p) tiveram uma alta semelhante à da Bahia na indústria de transformação.

PETRÓLEO CAI

Parte relevante dos Estados que mais caíram no PIB da Indústria têm uma produção intensiva de petróleo: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe e Rio Grande do Norte.

Segundo a CNI, este é um reflexo da queda no valor adicionado do setor de extração de petróleo e gás natural, já que o preço do barril de petróleo caiu nesse período.

O baque foi significativo, sobretudo, no Rio de Janeiro, que concentra a produção do pré-sal. A participação do Rio na indústria extrativa nacional caiu de 61,8% para 37,3%.

O Estado ainda perdeu participação na indústria de transformação. Por isso, perdeu 4,4 p.p. no PIB Industrial e cedeu às Minas Gerais o posto de segundo maior produtor industrial do país.

Por outro lado, o Pará ganhou relevância na indústria extrativa nacional. Subiu 1,5 p.p. no PIB Industrial do Brasil por causa de uma alta de 300% da indústria extrativa, que foi impulsionada pelo aumento do valor adicionado da extração de minerais metálicos.

CNI ANALISA

Para a CNI, a desconcentração industrial é positiva porque favorece o desenvolvimento de mais Estados brasileiros. “A indústria usualmente paga os melhores salários e fermenta indústrias menores dentro da mesma cadeia produtiva e alavanca os outros setores, como o de serviços”, disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A Confederação afirma, contudo, que cerca de 80% da indústria nacional ainda está no Sul e Sudeste.

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