O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) renovou por mais dois anos a autorização para a realização de pesquisas arqueológicas nos parques nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões, no Sul do Piauí. A medida garante a continuidade dos estudos sobre a presença humana na região, além dos trabalhos de identificação, documentação e preservação de vestígios arqueológicos.

A renovação foi oficializada em documento publicado pelo Iphan em outubro de 2026. As atividades abrangem áreas dos municípios de Coronel José Dias e Guaribas e serão coordenadas pelas arqueólogas Anne Marie Pessis e Gisele Daltrini Felice, com apoio institucional da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM).
O projeto, intitulado “Parques Nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões: Referências Arqueológicas para a Região Sul/Sudeste do Estado do Piauí”, reúne pesquisas voltadas à investigação da ocupação humana pré-histórica e à preservação de registros que ajudam a compreender a história do povoamento do território brasileiro.
A Serra da Capivara é conhecida internacionalmente pela quantidade de sítios arqueológicos e pinturas rupestres encontrados em seu território. Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1991, o parque é uma das principais referências para os estudos sobre a pré-história nas Américas.
A Serra das Confusões também possui áreas de interesse arqueológico, com formações rochosas e abrigos naturais que conservam vestígios da presença humana. As pesquisas realizadas no parque contribuem para a compreensão das transformações ambientais e da ocupação do semiárido ao longo de milhares de anos.
Pesquisas serão acompanhadas pelo Iphan
Com a autorização renovada, as equipes poderão desenvolver as atividades previstas no projeto pelos próximos 24 meses, respeitando as normas de proteção e conservação do patrimônio arqueológico.
Durante esse período, o Iphan ficará responsável pela fiscalização dos trabalhos, pelo acompanhamento das medidas de preservação e pela verificação das condições de armazenamento e destinação dos materiais que eventualmente forem encontrados.
As arqueólogas responsáveis também deverão apresentar relatórios parciais e finais com informações sobre as atividades realizadas, os resultados obtidos e os vestígios identificados durante as pesquisas.
A renovação faz parte das autorizações concedidas pelo Iphan para estudos arqueológicos em diferentes regiões do Brasil. No Piauí, a decisão permite a continuidade das investigações científicas em dois parques nacionais que abrigam registros da ocupação humana e importantes conjuntos arqueológicos do país.





