Irã tem material para várias bombas atômicas, diz agência de notícias AFP

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AIEA afirmou que o Irã tem 27 vezes mais do que o limite autorizado pelo acordo internacional de 2015, que delimita as atividades nucleares do país em troca da suspensão das sanções internacionais.

Em um relatório confidencial consultado pela agência de notícias AFP nesta segunda-feira (26), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o órgão encarregado de supervisionar o caráter pacífico do programa nuclear iraniano, afirmou que tem “preocupações crescentes” com o estado do desenvolvimento nuclear no país.

De acordo com o texto, o Irã continua com sua escalada nuclear e conta com material suficiente para fabricar várias bombas atômicas.

Segundo outro documento, de 10 de fevereiro, as reservas eram de 5.525,5 quilos, em comparação com os 4.486,8 quilos no final de outubro.

Isso é 27 vezes mais do que o limite autorizado pelo acordo internacional de 2015, que delimita as atividades nucleares do país em troca da suspensão das sanções internacionais.

Foto: Freepik

Presidente de agência pede cooperação

O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, pediu para que o governo do Irã “coopere plenamente” com os inspetores da ONU. A relação entre as duas partes piorou nos últimos meses.

Em documentos ainda confidenciais, Grossi faz referência a “declarações públicas no Irã sobre suas capacidades técnicas de produção de armas nucleares, o que reforça as preocupações” com relação às informações do governo iraniano.

A República Islâmica nega que queira desenvolver a bomba, mas alguns políticos do país fizeram declarações preocupantes, disse uma fonte diplomática.

Fim do acordo nuclear

Em 2018, os Estados Unidos, sob iniciativa do presidente Donald Trump, se retiraram do acordo nuclear. Desde então, o Irã deixou progressivamente desrespeitar os compromissos assumidos naquele pacto.

Em 2022, houve negociações para tentar revitalizar o acordo, mas a iniciativa não foi pra frente.

Enriquecimento de urânio

O Irã rebaixou consideravelmente o limite de enriquecimento de urânio, fixado em 3,67%, o equivalente ao que se aplica nas centrais nucleares para produzir eletricidade. Agora, o país dispõe de 712,2 kg de material enriquecido em 20% e de 121,5 quilos em 60%.

Leonidas Amorim
Leonidas Amorimhttps://portalcidadeluz.com.br
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