Declaração ocorre em meio a críticas de seu opositor nas eleições, Flávio Bolsonaro, à possível aprovação da PEC que acaba com a 6×1
O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira (6/10) que o início das discussões no Senado sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com o regime de trabalho 6×1 mostrará se os senadores vão atender às demandas dos trabalhadores.
“Confiante que Alcolumbre (Davi Alcolumbre, presidente do Senado) vai votar, estou confiante que vai manter a aprovação decidida pela Câmara”, disse Lula, em conversa com jornalistas nesta terça-feira (6/10), no QG de campanha presidencial, em Brasília.

A fala de Lula em prol do fim da 6×1 ocorreu após seu opositor no pleito, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), criticar a possibilidade de aprovação da PEC. “Pelo que fui informado, eles (Flávio e parlamentares do PL) estão tentando atrapalhar a votação. Que a sociedade fique de olho”, completou Lula, ao dizer que a possível votação do fim da jornada de trabalho no Senado mostrará “quem é quem” para a sociedade.
Disputa de currículos
Ao citar a divergência com Flávio Bolsonaro sobre o fim da 6×1, Lula utilizou a mesma estratégia adotada por sua campanha à reeleição nos próximos dias da corrida eleitoral.
A comparação entre os legados de Lula e de Flávio e a ideia de associar o candidato do PL a crimes darão a tônica da campanha do petista nos próximos dias. Antes de Lula citar Flávio na possível votação da PEC do fim da 6×1, o presidente do PT, Edinho Silva, destacou o que classificou como “incapacidade” de Flávio Bolsonaro em atender aos anseios da sociedade no tema da reforma do Judiciário.
“Vamos mostrar que, de um lado, temos Lula, um político que o Brasil todo conhece e, do outro, Flávio Bolsonaro, um líder de milícias. (…) Como alguém que homenageou o assassino de Marielle Franco pode comandar a reforma no Judiciário?”, questionou Edinho.
Por Francisco Artur de Lima – CORRIO BRAZILIENSE





