Presidente falou sobre agenda internacional, relações com EUA e defendeu a soberania da Venezuela em relação aos EUA
A declaração foi dada na chegada ao Panamá, onde o presidente participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina, voltado ao fortalecimento do multilateralismo e à atração de investimentos, e do encontro com o presidente recém-eleito do Chile, Jorge Antonio Kast.
Durante a entrevista, o presidente afirmou que falou com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com outros chefes de Estado ao longo do dia. Segundo Lula, as conversas giraram em torno do multilateralismo, da democracia e da retomada do crescimento econômico global.

“Eu conversei com o Macron hoje, eu conversei com o Boric e depois vou conversar com mais gente, porque eu estou discutindo a questão do multilateralismo, a questão da democracia no mundo inteiro. Eu estou convencido de que a gente vai voltar à normalidade logo, logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, destacou Lula.
Reunião com Trump em março
Lula afirmou que pretende se reunir com Donald Trump no começo de março e destacou a importância do diálogo direto entre Brasil e Estados Unidos.
Para o presidente, os dois países representam as principais democracias do Ocidente e precisam manter uma relação de diálogo aberto.
“E eu espero marcar com o presidente Trump no começo de março. Eu vou fazer uma viagem a Washington, porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente, e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, sabe? Para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos.”
Soberania da Venezuela e conversa com Delcy Rodríguez
Questionado sobre a situação na Venezuela e a presença de militares norte-americanos no Caribe, Lula disse que ainda não entrou em detalhes com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, com quem conversou recentemente. Segundo ele, a crise é recente e exige cautela.
Lula afirmou ainda que espera que a Venezuela consiga lidar com seus próprios desafios, ressaltando a importância da soberania do país.
“Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhes porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos, que eram muito recentes. É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania. Não será o Brasil, não serão os Estados Unidos, será a Venezuela, e nós temos que ter paciência e ajudar para que o povo venezuelano possa cuidar do seu destino", completou o presidente
Encontro com Kast
Lula viajou ao Panamá em uma visita oficial que combina articulações políticas com uma agenda econômica focada na atração de investimentos estrangeiros.
O primeiro encontro diplomático esperado da viagem é uma reunião bilateral com José Antonio Kast, recém-eleito presidente do Chile, marcando o início da relação entre os dois líderes após o fim do governo de Gabriel Boric.
Segundo fontes ouvidas pelo SBT News, há no governo brasileiro uma expectativa cautelosa de que a relação com Kast seja guiada pelo pragmatismo diplomático, apesar do perfil do novo presidente chileno, classificado internamente pelo Planalto como de “extrema-direita”. A avaliação é de que interesses econômicos, comerciais e de integração regional possam prevalecer sobre divergências ideológicas.
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