O presidente também afirmou que é preciso fazer uma reforma no sistema judiciário e definir uma nova forma de escolha para os ministros do STF. Lula vai disputar segundo turno para Presidência contra Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (5) ser o único candidato “antissistema” e que carrega nas costas “a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira”. Lula vai disputar o segundo turno das eleições, em busca da reeleição, contra Flávio Bolsonaro (PL).
“Porque só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”.

O presidente também afirmou que é preciso fazer uma reforma no sistema judiciário e definir uma nova forma de escolha para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. […] Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei”.
As falas foram durante uma reunião com aliados para traçar estratégias para segundo turno.
Lula afirmou ainda ser necessário ir atrás dos votos dos eleitores que não foram votar. A abstenção no primeiro turno ultrapassou os 33,4 milhões de eleitores — 21,08% do eleitorado apto a votar.
“O que nós temos é que tentar convencer porque 30 milhões de seres humanos não foram votar, possivelmente tem uma causa desinteresse e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim”.
“A gente não tem que ficar procurando defeito que os outros cometeram que pode ter nos prejudicado. Não. Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”.
O petista afirmou ainda estar convencido de que “não há nenhuma razão” para que ele não seja reeleito presidente da República.
“Eu estou convencido de que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República no segundo turno. Não há nenhuma razão. Inclusive nos temas polêmicos, como segurança, vocês governadores sabem que foi passado a responsabilidade para o estado. O estado sozinho não dá conta da segurança pública. Porque a bandidagem cresceu, se transformaram, em tudo em qualquer lugar estão envolvidos, inclusive funcionando como se multinacional”.
Após a reunião com lideranças, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que “o segundo turno é uma outra eleição” e que independente da configuração do Congresso Nacional no próximo ano, Lula “saberá dialogar”.
“O segundo turno é uma outra eleição. Nós sabemos que é uma eleição de confronto direto de projetos. De um lado, nós sabemos que é um projeto liderado, infelizmente, uma liderança que tem relações com as milícias do Rio de Janeiro […] Uma liderança que representa um projeto de entrega das riquezas naturais do Brasil. Ele próprio foi oferecer as riquezas do Brasil ao governo Trump”.
Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, a campanha de Lula deve buscar ampliar os votos no Nordeste e diminuir a abstenção dos eleitores.
Segundo turno
Em uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Conforme o TSE, Flávio terminou o primeiro turno das eleições com 47,03%, mais de 56 milhões de votos. Já Lula obteve 45,16%, mais de 53,8 milhões de votos.
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial.
Por Isabella Calzolari, Marcela Cunha, Pedro Henrique Gomes, Rafaela Rosa, g1 e TV Globo — Brasília





