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Mãe denuncia que recém-nascida teve osso da perna quebrado durante parto em Floriano

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Segundo os pais, durante a retirada da bebê, eles ouviram um estalo quando o médico puxou uma das pernas da criança.

O nascimento da pequena Aysha, hoje com pouco mais de 2 meses, era aguardado com alegria pelos pais, Cíntia Maria, de 24 anos, e Welyton Izaky, que já tinham um filho juntos. No entanto, no dia 4 de maio deste ano, o que deveria ser um momento de celebração se transformou em um pesadelo durante o parto cesáreo realizado no Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, no Sul do Piauí.

Segundo os pais, durante a retirada da bebê, eles ouviram um estalo quando o médico puxou uma das pernas da recém-nascida. De acordo com Cíntia, todas as pessoas que estavam na sala de cirurgia ouviram o barulho, que teria ocorrido no exato momento em que o fêmur foi quebrado. Apesar disso, ela afirma que o caso não recebeu a devida atenção por parte do obstetra.

“Não falaram nada. O médico só disse que teve dificuldade em tirar ela, e que tinha tido um estalo na perninha e que o pediatra iria ver ela e me passava as informações”, relatou.

O pediatra do hospital também avaliou a recém-nascida, mas descartou qualquer complicação inicial e a encaminhou para análise de um ortopedista. Conforme a mãe, o especialista só examinou Aysha dois dias depois. Nesse período, a lesão teria se agravado, provocando dor na bebê e angústia nos pais.

“Durante esse meio tempo, a coxa dela ficou bastante inchada e ela chorava muito de dor. E a gente se queixava o tempo inteiro para as enfermeiras pra chamar o ortopedista com urgência pra pedir o raio-x”, afirmou.

Após a realização de um raio-x, o ortopedista confirmou a fratura e determinou o uso de gesso na perna da recém-nascida. No entanto, segundo a família, o procedimento trouxe novos desconfortos para a criança. Diante disso, a equipe médica optou por substituir o gesso por um suspensório.

Aysha utilizou o equipamento por mais de um mês, até que o osso começou a apresentar sinais de cicatrização. Apesar da evolução do quadro, a bebê ainda deverá passar por novos exames e consultas para verificar a existência de possíveis sequelas e a necessidade de sessões de fisioterapia, o que pode gerar mais custos para a família.

“O gesso incomodava bastante ela, então os médicos optaram por um suspensório que a gente teve que comprar, pois eles não deram suporte nem em relação a isso. E depois de 1 mês e 11 dias, ela tirou porque o osso já estava começando a cicatrizar e o ortopedista achou melhor ela ficar sem porque como ela não anda nem senta, o osso vai cicatrizar sem ter atrito no local”, disse a mãe.

Entre os transtornos enfrentados pelo casal estão as idas frequentes ao hospital, os gastos com medicamentos e a compra do suspensório. Além disso, Welyton precisou deixar o emprego de vendedor para ajudar nos cuidados com Cíntia e Aysha.

Para a mãe, acompanhar o sofrimento da filha nos primeiros meses de vida tem sido uma experiência marcada pela revolta e pela tristeza.

“O nascimento da minha filha deveria ter sido um dos momentos mais felizes e inesquecíveis da minha vida, mas acabou se transformando em um verdadeiro pesadelo. Um momento que deveria ser marcado apenas por alegria e amor foi acompanhado de dor, medo e uma situação que jamais imaginamos viver. Deixou marcas físicas nela e marcas emocionais bem profundas em mim”, finalizou.

Confira a nota da Sesapi na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Hospital Regional Tibério Nunes esclarece que o caso recentemente divulgado está sendo tratado com total responsabilidade e foi submetido à análise técnica dos registros assistenciais.

A avaliação realizada indica que todas as condutas adotadas seguiram os protocolos assistenciais vigentes, com acompanhamento multiprofissional, realização dos exames necessários, atendimento especializado e encaminhamento para continuidade do tratamento.

A unidade ressalta que intercorrências podem ocorrer mesmo quando a assistência é prestada de forma adequada, especialmente em procedimentos de maior complexidade, não sendo possível atribuir, de forma isolada, falha na assistência.

O Hospital reitera ainda que toda a assistência e acompanhamentos necessários foram prestada durante o decorrer da situação, garantindo a segurança do paciente.

Por fim, o Hospital reafirma seu compromisso com a qualidade do atendimento, a segurança dos pacientes, a ética profissional e a transparência na apuração de todos os fatos.

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