Piauí arrecada mais de R$ 571 milhões em impostos na primeira semana de 2026, aponta Impostômetro

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Estado representa apenas 0,45% da arrecadação nacional, que já ultrapassa R$ 93 bilhões; Teresina lidera com mais de R$ 23 milhões em tributos pagos.

Até as 18h15 da quarta-feira (7), o Piauí já havia arrecadado R$ 571.689.665,14 em impostos, de acordo com dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos piauienses aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano, incluindo multas, juros e correções monetárias.

Apesar do volume expressivo, o Piauí ainda representa apenas 0,45% da arrecadação total do país, que já soma R$ 93,3 bilhões em 2026. Em comparação, o Brasil arrecadou R$ 3,98 trilhões em 2025, o maior valor da série histórica da ACSP, enquanto o Piauí contribuiu com R$ 22,1 bilhões.

A capital Teresina lidera a arrecadação estadual, com R$ 23,4 milhões pagos apenas nos primeiros sete dias do ano. O número chama atenção diante do cenário de déficit orçamentário estimado em R$ 3 bilhões, que o município tenta reverter com medidas de reequilíbrio fiscal.

Outros municípios também apresentaram arrecadação significativa no início do ano. Parnaíba, segunda maior cidade do estado, já arrecadou R$ 15,7 milhões. Em seguida aparecem Picos (R$ 897,2 mil), Piripiri (R$ 430 mil), Floriano (R$ 407 mil) e São Raimundo Nonato (R$ 170 mil), segundo a ACSP.

O acompanhamento dos dados de arrecadação ganha ainda mais importância neste início de ano, marcado pelo início da transição da Reforma Tributária, que deve alterar profundamente a forma como estados e municípios recebem e distribuem impostos.

Entenda: início da transição da Reforma Tributária

A Reforma Tributária, sancionada no início de 2025, dá início a um processo de transição que deve ser concluído até 2033. A mudança substitui cinco impostos sobre o consumo por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dividido entre União, estados e municípios.

O novo modelo cria dois tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com o objetivo de simplificar o sistema tributário e evitar a cobrança duplicada de impostos ao longo da cadeia produtiva.

Durante o período de transição, a partilha do IBS entre os municípios será calculada com base na arrecadação de 2019 a 2026, considerando também juros, multas, valores de dívida ativa e receitas do Simples Nacional.

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