A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os últimos três meses de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço é o maior para um primeiro trimestre desde 2025, quando o Produto Interno Bruto (PIB) havia crescido 1,8%. No acumulado de 12 meses, a economia brasileira apresentou expansão de 2%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB teve alta de 1,8%. Em valores correntes, a economia movimentou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março deste ano.
O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores do desempenho econômico.
De acordo com o levantamento do IBGE, os três principais setores da economia apresentaram crescimento no trimestre: agropecuária (2%), indústria (1%) e serviços (0,5%).
A indústria respondeu por 23% do PIB no período. Entre as atividades que mais contribuíram para o resultado estão a extração mineral, com alta de 3,6%, e a construção civil, que avançou 2,9%.
O setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia brasileira, teve crescimento impulsionado principalmente pelas áreas de informação e comunicação (2,4%), atividades imobiliárias (1,2%), outras atividades de serviços (0,8%) e comércio (0,6%).
Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, a agropecuária teve papel importante no resultado positivo do trimestre, enquanto os serviços registraram desempenho mais moderado.
Os dados também apontam aumento de 1% nas despesas de consumo das famílias e crescimento de 3,5% na Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos realizados na economia. O consumo do governo avançou 0,4%.
No setor externo, as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4% no período.
O IBGE destaca que o PIB permite acompanhar o comportamento da economia e comparar o desempenho entre países, estados e municípios. O indicador, no entanto, não mede fatores como distribuição de renda e qualidade de vida da população.





