Posto no Piauí alvo da Carbono Oculto recebeu R$ 33 milhões de empresa ligada à fraude do INSS

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Documentos da CPMI apontam repasses em seis meses para rede investigada por lavagem de dinheiro.

Documentos encontrados por técnicos da CPMI do INSS, a partir de requerimentos do relator Alfredo Gaspar (União-AL), apontam que um empresário investigado no caso conhecido como “Fraude do INSS” teria repassado R$ 33,1 milhões, em um período de seis meses, a uma rede de postos de gasolina no Piauí. A rede é denunciada por supostamente realizar lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foto: Ascom SSP-PI

À época, a Operação Carbono Oculto 86 revelou um braço financeiro do crime organizado nas regiões Norte e Nordeste, com expansão no setor de combustíveis. Segundo as investigações, empresas de fachada, fundos de investimento e “laranjas” teriam movimentado cerca de R$ 2 bilhões. Na operação, 20 postos da Rede de Postos HD foram autuados.

Os documentos analisados nos requerimentos da CPMI indicam pagamentos realizados pela empresa Solução Serv e Tecnologia LTDA à Pima Energia Cegonha LTDA. Natjo de Lima Pinheiro, que integra a Solução Serv como pessoa jurídica, já foi presidente e tesoureiro da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (CAAP), entidade apontada como uma das organizações de fachada acusadas de promover descontos indevidos e não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O esquema foi revelado e divulgado pelo Metrópoles.

Foto: Rafa Neddermeyer

A empresa Pima Energia integra os CNPJs da rede de Postos HD no Piauí, a mesma que foi alvo da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil e pela Polícia Militar em novembro do ano passado. A Pima Energia Cegonha LTDA tem CNPJ ligado ao posto HD 07, que opera com o nome fantasia Posto Diamante 07. O estabelecimento foi um dos alvos da operação e está localizado no bairro Santo Antônio, zona Sul de Teresina.

De acordo com os documentos, a Solução Serv teria repassado cerca de R$ 33 milhões ao posto localizado na zona Sul da capital, entre novembro de 2024 e abril de 2025. As informações sobre as transferências constam nos arquivos da CPMI disponíveis na Câmara dos Deputados e embasam um pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal da Pima Energia, apresentado na sexta-feira (20) e que ainda aguarda apreciação.

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