Quanto mais barato o carro, maior desconto: entenda medida do governo Lula

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Desconto no preço final levará em conta preço atual, emissão de poluentes e percentual de peças nacionais. Anfavea prevê que veículos novos possam voltar a custar menos de R$ 60 mil.

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (25) que vai reduzir impostos dos carros populares em até 10,96%.

Fernando Calmon / Foto: Divulgação/Volkswagen / Fonte: iCarros

O objetivo é diminuir o preço dos veículos mais “baratos”.

Veja a seguir como vai funcionar:

A medida valerá para veículos com valor final de até R$ 120 mil.

Desconto

Vai variar de 1,5% a 10,96%, com base em três fatores:

  1. valor atual do veículo: quanto mais barato o carro, maior será o desconto tributário;
  2. emissão de poluentes: quanto mais limpo for o motor e o processo produtivo, maior o desconto;
  3. cadeia de produção: quanto maior o percentual de peças e acessórios produzidos no Brasil, maior o desconto.

Atualmente, o preço de partida do carro zero é de cerca de R$ 68 mil – mais de 50 salários mínimos (hoje em R$ 1.320).

  • O governo também estuda permitir a venda direta dos carros a pessoas físicas.

O vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que:

“Quanto menor o carro, mais acessível, maior será o desconto.”

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, disse que:

“É muito possível termos preços abaixo de R$ 60 mil.”

Prazo

O Ministério da Fazenda terá um prazo de 15 dias para adequar a decisão às regras fiscais – ou seja, calcular a perda de arrecadação e dizer qual será a compensação no orçamento.

Até quando vai valer?

Alckmin disse que a medida é transitória, voltada para estimular um setor que passa por dificuldades e trabalha hoje com ociosidade de 50%.

Entraves

Os juros cobrados no financiamento de carros são mais altos do que a Selic, que hoje é de 13,75%.

De acordo com o Banco Central, a taxa média dos bancos nessa linha de crédito foi de 28,6% ao ano em março.

“O juro é difícil de resolver de um dia para o outro. Mas é possível pensar em mecanismos de acesso ao crédito que possam facilitar”, disse o presidente da Stellantis, Antonio Filosa.

Por g1 — Brasília

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