Por Gleison Fernandes – Jornalismo da UCA.
O governador Rafael Fonteles (PT) sancionou mais um empréstimo para o Governo do Piauí. Desta vez, o Estado foi autorizado a contratar R$ 698,8 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (13).
Com a nova autorização, o volume de empréstimos contratados, autorizados ou encaminhados pelo governo desde o início da gestão passa de R$ 22 bilhões, conforme levantamento feito com base em leis, contratos e projetos enviados à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

Ao longo da gestão, os financiamentos foram buscados em instituições como Banco do Brasil, Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Caixa Econômica Federal, BNDES, Itaú e BRB.
Somente neste mês de julho, o governo autorizou um empréstimo de R$ 698,8 milhões para a saúde, oficializou outro de R$ 1,83 bilhão para reorganização da dívida do Estado, sancionou R$ 870 milhões para obras de saneamento e recuperação de rodovias e confirmou mais R$ 395 milhões para obras de ampliação e modernização do metrô de Teresina.
No ano passado e neste ano, o Governo do Estado também encaminhou pedidos bilionários à Assembleia Legislativa. Entre eles, um pacote superior a R$ 8 bilhões, outro de R$ 5,1 bilhões e novas operações destinadas tanto a investimentos quanto à renegociação de dívidas já existentes.
O crescimento da quantidade de empréstimos tem gerado críticas da oposição, que cobra mais detalhes sobre a aplicação dos recursos e questiona o impacto dessas operações nas contas públicas. Também há questionamentos sobre o aumento da dívida estadual e sobre o compromisso financeiro que ficará para os próximos governos.
O Governo do Piauí afirma que o Estado possui capacidade para contratar os financiamentos e defende que os recursos serão aplicados em áreas como saúde, infraestrutura, mobilidade urbana, segurança, saneamento, recursos hídricos e transformação digital. O Executivo também sustenta que parte das operações tem como finalidade trocar dívidas antigas por contratos com juros e prazos considerados mais vantajosos.
Mesmo com essa justificativa, o novo empréstimo reforça uma marca da gestão Rafael Fonteles: o uso frequente de operações de crédito para financiar investimentos e reorganizar as contas públicas. Com mais de R$ 22 bilhões em financiamentos anunciados desde o início do mandato, o volume de empréstimos coloca o Piauí no centro do debate sobre o crescimento da dívida pública e seus efeitos para os próximos anos.





