Lançada em 2024 durante a presidência brasileira do G20, a iniciativa busca apoiar e acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza, além de reduzir as desigualdades
A Universidade de Brasília (UnB) aderiu, nesta segunda-feira (31.03), à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Lançada em 2024 durante a presidência brasileira do G20, a iniciativa tem como objetivo apoiar e acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza, ao mesmo tempo em que reduz as desigualdades e defende caminhos de transição sustentáveis, inclusivos e justos.
Durante a cerimônia de assinatura, realizada no auditório da reitoria da universidade, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e presidente da Aliança Global, Wellington Dias, lembrou que o Governo Federal já conta com parcerias com a UnB há 30 anos e destacou a importância de integrar o trabalho com outras universidades do Brasil e do mundo.

“A inclusão da UnB fortalece ainda mais essa iniciativa. Certamente, com essa celebração, vamos poder planejar, de forma integrada com o Ministério da Educação, com diversas áreas do governo, alunos, professores, famílias de alunos, e dar mais um passo nessa área e ainda contribuir com as parcerias que o Brasil tem com outros países”, reforçou Dias.
A reitora da UnB, Rozana Naves, celebrou o momento. “A adesão representa um marco da colaboração que a universidade vem tendo, ao longo da história, em relação ao tema da segurança alimentar e, mais do que isso, tratado no âmbito da nossa Câmara de Desenvolvimento para entender que a segurança alimentar constitui ação importante para os direitos fundamentais da humanidade”, disse.
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, também deu destaque para a importância do trabalho da universidade na troca de conhecimentos e no acompanhamento das políticas de Fomento Rural e de Cisternas.

“A gente agradece a parceria e a possibilidade de produção de conhecimento sobre os nossos programas de inclusão produtiva rural, de acesso a água, que certamente poderão ser trabalhados em outros países, a partir desse material que a Universidade de Brasília já vem produzindo, apoiando o Ministério do Desenvolvimento Social, para que nós possamos adequadamente, conduzir os nossos programas e ter informações qualificadas para compartilhar da melhor forma possível”, destacou Lilian.
Contribuições
A UnB contribuirá no fomento à pesquisa e à inovação, no sentido de desenvolver estudos e soluções tecnológicas lógicas aplicadas à segurança alimentar, nutricional, agricultura sustentável, políticas públicas para reeducação da pobreza, geração de renda e também o impacto das mudanças climáticas sobre populações vulneráveis.
A instituição também oferecerá formação e capacitação por meio de cursos e treinamentos voltados ao fortalecimento da agroeconomia, gestão agrícola, sistemas alimentares, inclusão digital, além do empreendedorismo social, acesso ao mercado de trabalho, promoção de inclusão produtiva de populações em situação de pobreza.

Além dos projetos desenvolvidos na área de agricultura familiar, a universidade apoiará o monitoramento, análise e avaliação de políticas públicas. Promoção do diálogo e cooperação entre diferentes instituições também estão entre as contribuições à Aliança, além do desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão para o fortalecimento da ciência cidadã voltada à segurança alimentar e à erradicação da fome.