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Vírus derruba setores do agronegócio, mas China amplia demanda por alimentos do Brasil

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“A corrida dos consumidores aos supermercados é a provável causa do aumento das vendas de itens básicos para a dieta chinesa. As vendas de alimentos online também cresceram 3% no mesmo período”, afirma o relatório.

O choque econômico provocado pelo novo coronavírus já provoca impactos relevantes no agronegócio brasileiro, aponta boletim de monitoramento da pandemia produzido pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

De acordo com a entidade, efeitos negativos são observados em frigoríficos e mercados de aves, suínos e camarões, além de produtores de flores. Por outro lado, a China ampliou a demanda por produtos brasileiros.

A CNA afirma que o comércio de grãos, óleos e alimentos destinados à China registrou aumento de 9,7% em janeiro e fevereiro deste ano, período em que a epidemia atingiu fortemente o país asiático.

“A ‘corrida’ dos consumidores aos supermercados é a provável causa do aumento das vendas de itens básicos para a dieta chinesa. As vendas de alimentos online também cresceram 3% no mesmo período”, afirma o relatório.

A pandemia não interrompeu as compras chinesas de bens agropecuários, mas o cancelamento de rotas marítimas já provoca atrasos no transporte internacional, ressalta a CNA.

Também houve aumento de demanda na Arábia Saudita. A entidade não identificou impactos relevantes nas vendas para a União Europeia e Estados Unidos.

Em análise setorial, a Confederação afirma que o mercado do boi gordo iniciou a semana com pressão sobre frigoríficos, com quedas nas cotações. Houve redução em escalas de funcionários e anúncios de férias coletivas.

A interrupção dos serviços de restaurantes já levam a recuos de até 15% nos pedidos de aves e suínos. A comercialização de camarões caiu 80%.

A CNA ainda afirma que demanda por flores em vasos caiu 50%, enquanto busca pelas flores de corte desabou 70%.

Os produtores de frutas e hortaliças observam um aumento de até 30% na demanda de supermercados.

“Por outro lado, a procura em redes de fast food, bares e restaurante caiu drasticamente. Com a ordem de fechamento em grandes cidades, espera-se que demanda recue a níveis nunca vivenciados pelo setor”, diz o documento.

BERNARDO CARAM
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

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