Com baixa popularidade, governo Lula reúne 500 profissionais para melhorar comunicação

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Durante o encontro foram discutidas formas de integrar as ações de comunicação para que as informações sobre os projetos e iniciativas do governo sejam transmitidas de maneira coesa e eficiente à população.

O ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social (Secom), reuniu nesta sexta-feira (14) 500 profissionais das assessorias de comunicação de diversos órgãos para alinhar o discurso de comunicação do governo.

O encontro no Palácio do Planalto foi realizado em meio à uma crise de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), refletida na queda de aprovação e popularidade em pesquisas de opinião.

O governo prepara um evento para fazer um balanço de entregas com o tema “O Brasil dando a volta por cima”. A ideia do evento, que deve acontecer no início de abril, é destacar as coisas já entregues pelo governo dialogando com as falas de Lula de que os próximos dois anos do governo serão de “colheita”.

Durante o encontro, segundo o governo, foram discutidas formas de integrar as ações de comunicação para que as informações sobre os projetos e iniciativas do governo sejam transmitidas de maneira coesa e eficiente à população.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na reunião, Sidônio Palmeira destacou a importância de uma comunicação integrada para aumentar a transparência e a eficácia na disseminação das políticas públicas. Também destacou números e ações que as assessorias precisam ter “na ponta da língua”.

“A gente tem que fazer com que as pessoas compreendam todas as ações do governo do presidente Lula, todo o trabalho que o governo tem, em todos os ministérios e estatais, para que saibam exatamente o que o governo está fazendo”, afirmou o ministro no encontro.

Segundo relatos de pessoas presentes à reunião, Sidônio Palmeira não usou a palavra “popularidade”. Mas disse confiar que o governo vai reagir nas pesquisas. “Vamos vencer 2025”, disse o ministro. O que foi entendido como um recado para as equipes se manterem motivadas.

A parte final da reunião foi aberta a perguntas. Momento em que o ministro também ouviu pedidos. Desde a contratação de designers para ajudar a modernizar sites oficiais a dinheiro para campanha de publicidade sobre energia nuclear.

Popularidade de Lula em queda

A popularidade de Lula e do governo tem enfrentado uma queda significativa. Diversas pesquisas de opinião pública têm mostrado cenários preocupantes para o presidente, com índices de aprovação cada vez menores e desaprovação crescente.

Em fevereiro de 2025, uma pesquisa Datafolha revelou que apenas 24% dos eleitores brasileiros aprovam o governo Lula, enquanto 41% o reprovam.

Esse é o pior nível de aprovação registrado em todos os três mandatos do presidente. A pesquisa também destacou fatores que explicam o sentimento da população, como a alta nos preços dos alimentos e a crise do PIX, que gerou uma onda de fake news sobre a fiscalização do meio de transferência.

Além disso, uma pesquisa do Instituto Quaest, divulgada no final de janeiro de 2025, mostrou que pela primeira vez a desaprovação do presidente superou numericamente a aprovação.

Ministro Sidônio Palmeira toma posse em cerimônia com Lula — Foto: YouTube/Reprodução
Ministro Sidônio Palmeira toma posse em cerimônia com Lula — Foto: YouTube/Reprodução

A crise de popularidade tem colocado em risco o projeto de reeleição de Lula ou de eleução para outro candidato do PT. Diante desse cenário, o presidente tem se reunido com ministros para buscar diagnósticos econômicos e políticos que possam reverter a situação.

Troca na comunicação

O governo tem enfrentado uma série de desafios na área de comunicação. A gestão de crises e a eficácia na transmissão das mensagens governamentais têm sido pontos críticos, resultando em desgaste político e insatisfação popular.

Logo nos primeiros meses, o governo Lula teve que lidar com crises significativas, como os ataques golpistas de 8 de janeiro e a crise humanitária na Terra Indígena Yanomami

Paulo Pimenta (PT-RS), então ministro da Secom, enfrentou dificuldades em articular uma estratégia de comunicação eficaz. Sua gestão foi marcada por críticas à falta de integração e à incapacidade de responder às crises. A situação culminou em sua substituição por Sidônio Palmeira.

Sidônio Palmeira assumiu o cargo com a missão de reestruturar a comunicação do governo e reverter a desaprovação crescente do governo.

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