Por Gleison Fernandes – Jornalismo da UCA.
Com a aproximação do calendário eleitoral, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, tem intensificado sua agenda de visitas a municípios do interior do estado. A movimentação, observada por lideranças políticas e pela própria população, é vista como uma estratégia para reforçar alianças e anunciar novos compromissos administrativos em ano de eleição.
No entanto, em muitos municípios, as visitas do governador ocorrem em meio a um cenário de insatisfação. Obras anunciadas em gestões recentes seguem paralisadas, enquanto outras sequer saíram do papel. Estradas inacabadas, equipamentos públicos prometidos e intervenções estruturais aguardadas há anos fazem parte da lista de cobranças feitas por prefeitos, vereadores e moradores.

A expectativa agora é de que, durante essas agendas, o governo volte a prometer a retomada e a execução de projetos que permanecem apenas no discurso. Para parte da população, trata-se de um roteiro já conhecido: anúncios, ordens de serviço e compromissos públicos que se repetem a cada ciclo eleitoral, sem que os resultados cheguem de forma efetiva às comunidades.
Outro ponto que tem chamado a atenção no cenário político estadual é o distanciamento entre Rafael Fonteles e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Considerado por muitos como o principal responsável por projetar Rafael na política e viabilizar sua chegada ao Palácio de Karnak, Wellington tem aparecido menos ao lado do governador. Nos bastidores, cresce a percepção de que Rafael Fonteles teria “virado as costas” para seu criador político, priorizando um projeto próprio de poder.







