O número de pessoas que vivem na extrema pobreza no Piauí, em dados até 2024, representa 4% da população do estado. As informações foram apresentadas pelo Governo do Piauí nesta quinta-feira (12). Os números consideram como referência quem possui rendimento domiciliar per capita inferior a R$ 218 por mês.
Ao considerar o recorte de três anos, entre 2022 e 2024, o percentual de pessoas nessa condição reduziu em 66%. O levantamento apontou também uma queda na pobreza geral, de 23%, considerando o rendimento domiciliar per capita inferior a R$ 694 por mês.

Durante a divulgação dos dados, foi destacado que o Piauí registrou o menor percentual da região Nordeste. Segundo o governador Rafael Fonteles, os números refletem o impacto de políticas públicas nacionais implementadas no estado.
“Isso mostra que nossas políticas estão funcionando, mesmo sendo um estado de economia pequena, porque conseguimos distribuir melhor os recursos e cuidar de quem mais precisa, sem deixar ninguém para trás”, disse Rafael Fonteles.
Em levantamento articulado com a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), houve aumento no número de famílias do campo que passaram a ter renda per capita superior a meio salário mínimo. Em 2023, havia 7.634 famílias nessa condição; nos números atualizados em 2025, houve um crescimento de 131%, chegando a 17.638 famílias atendidas por políticas públicas dos governos federal e estadual que tiveram aumento na renda.
“Nós queremos que o homem e a mulher do campo, que gostam de viver no campo, gostam de produzir na terra, consigam ali, com apoio de crédito, tecnologia, assistência técnica e acesso a mercados, melhorar muito a sua renda para ter uma vida cada vez melhor, mais digna, e alcancem a classe média”, defendeu a secretária da SAF, Rejane Tavares.
Segundo o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social do Piauí (Sasc), João de Deus, a redução de pessoas vivendo na extrema pobreza passa por uma articulação com o Governo Federal na identificação dessas famílias e na execução de ações direcionadas a esses grupos.“O Bolsa Família injeta cerca de R$ 4 bilhões por ano na economia do Piauí, movimentando os municípios e garantindo renda para quem mais precisa”, destacou João de Deus.





