Exame de vista pode identificar risco de demência até 12 anos antes, apontam estudos

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Pesquisas recentes apontam que mudanças na visão podem funcionar como um verdadeiro “sistema de alerta precoce” para o cérebro, ajudando a identificar o risco de demência mais de uma década antes do surgimento dos primeiros sinais, como a perda de memória.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Neuroscience Research Australia (NeuRA) e publicado na revista Aging and Mental Health indica que testes oftalmológicos simples podem ser aliados importantes na detecção precoce do declínio cognitivo.

Olhos podem revelar o que acontece no cérebro

A explicação está na própria biologia do corpo humano. A retina, localizada no fundo do olho, é considerada uma extensão do sistema nervoso central. Por isso, doenças que afetam o cérebro, como o Alzheimer, podem deixar sinais visíveis nos olhos ainda nas fases iniciais.

De acordo com os estudos, o afinamento de camadas da retina e a perda de células ganglionares estão entre os primeiros indícios biológicos associados à doença.

Sinais que merecem atenção

Algumas alterações visuais podem servir de alerta e não devem ser ignoradas:

Dificuldade para enxergar contrastes, como objetos em fundos de cores semelhantes. Alterações na percepção de cores, principalmente entre tons de azul e amarelo. Movimentos oculares mais lentos, com dificuldade para focar rapidamente. Afinamento da retina, detectado por exames específicos como a tomografia de coerência óptica (OCT)

Esses sinais podem surgir de forma silenciosa e, muitas vezes, passam despercebidos no dia a dia.

Diagnóstico precoce pode fazer diferença

Atualmente, a demência costuma ser diagnosticada quando o comprometimento cerebral já está mais avançado. Por isso, a possibilidade de identificar o risco com até 12 anos de antecedência é vista como um avanço importante.

Especialistas destacam que esse tempo pode ser decisivo para adotar medidas que ajudam a retardar a progressão da doença, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, controlar a pressão arterial e estimular o cérebro.

Exames podem se tornar rotina

A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, exames como o de fundo de olho passem a ser utilizados de forma mais ampla no acompanhamento da saúde cerebral, assim como já acontece com a medição da pressão arterial.

Para pessoas acima dos 50 anos ou com histórico familiar de doenças neurodegenerativas, manter consultas oftalmológicas em dia pode ser uma forma importante de prevenção.

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