Durante inauguração de centro da Fiocruz, ministro da Saúde relatou cobrança de pedágio por criminosos a médicos em unidade federal
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, subiu o tom contra a oposição neste sábado (23) e acusou diretamente o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de conivência com o crime organizado no Rio de Janeiro.
Padilha afirmou que o parlamentar “permitiu” que hospitais fossem entregues ao controle de milícias. “O Poderoso chefão, que é o Bolsonarinho, permitiu que aqueles hospitais estivessem entregues para a milícia”, disse, referindo-se a unidades de saúde federais e se valendo de apelidos para mencionar o senador.

A declaração ocorreu durante a inauguração do CDTS (Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde) da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), na capital fluminense. O evento contou com a participação do presidente Lula, parlamentares e outras autoridades.
“No Cardoso Fontes — é importante a imprensa saber —, quando o Ministério da Saúde entrou lá, ouvia dos enfermeiros, dos médicos, que eles eram obrigados a pagar pedágio para a milícia para usar o estacionamento. Estava entregue para a milícia”, reforçou.
Padilha disse ainda que Flávio e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram responsáveis pela ineficiência de hospitais federais no estado.
“O antigo presidente da República e o Bolsonarinho, que é o filho dele, senador pelo Rio de Janeiro, que era o Poderoso Chefão dos hospitais federais do RJ, fizeram um verdadeiro apagão nos hospitais federais”, acusou.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do senador Flávio Bolsonaro. O espaço está aberto para manifestação.
Centro de desenvolvimento
O CDTS é uma estrutura voltada ao desenvolvimento de tecnologias, medicamentos, vacinas, diagnósticos e soluções para o SUS. “O CDTS é a base científica e tecnológica do SUS. O sistema de saúde não é só prover serviços e produtos. É ter uma base científica que seja suficientemente independente, mas com competência para ajudar o Ministério da Saúde”, ressaltou o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.
A cerimônia ocorrida neste sábado marcou o encerramento das celebrações pelos 125 anos da Fiocruz.
Brasília|Letícia de Souza, do R7, em Brasília e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília





