Presidenciável lembrou que gastos com o cartão são pagos pelo contribuinte.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu sua parte no desafio proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a autorização para divulgar os dados de suas quebras de sigilo bancário e telefônico. Ao entregar os documentos, o senador aproveitou para desafiar seu adversário político a tornar público seus gastos no cartão corporativo.
– Os gastos do cartão corporativo da Presidência da República são pagos com dinheiro do contribuinte, e auditoria do Tribunal de Contas da União apontou que 99,55% deles foram classificados como sigilosos ou reservados entre janeiro de 2023 e abril de 2025 – argumentou Flávio em petição.

O desafio foi lançado por Lula durante o debate presidencial da Band no último domingo (18). Na ocasião, o petista afirmou que o objetivo era que o povo brasileiro soubesse “quem é ladrão neste país”.
Flávio aceitou o acordo e incumbiu o ex-procurador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) da tarefa de analisar os dados de Lula. O parlamentar do partido Novo respondeu que, na última vez que analisou os documentos de Lula, o petista “foi parar na cadeia”.
A fala é uma referência à sua atuação como procurador na força-tarefa que resultou na condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento de incompetência territorial da Justiça Federal de Curitiba e a parcialidade (suspeição) do então juiz Sergio Moro. O processo prescreveu antes que pudesse recomeçar a tramitação.
Fonte: Pleno News





