Censo trará dados de 215 áreas quilombolas no Piauí

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Mais de 3 mil pessoas irão trabalhar diretamente com a operação censitária e 900 mil domicílios serão visitados em todo o estado.

Pela primeira vez, o Censo Demográfico trará dados de 215 áreas quilombolas identificadas no Piauí, em 73 municípios. Em 2022, mais de 3 mil pessoas irão trabalhar diretamente com a operação censitária e 900 mil domicílios serão visitados em todo o etado.

Este ano, o questionário contará com perguntas que irão possibilitar o registro das condições de vida da população que vive em áreas quilombolas. O intuito é fornecer subsídios para elaboração de políticas públicas direcionadas a atender às necessidades específicas dessa população.

Serão usados critérios de autoidentificação quilombola, segundo a responsável técnica pelo projeto de povos e comunidades tradicionais do IBGE, Marta Antunes. Duas perguntas serão feitas sobre esse tema: se o entrevistado se considera quilombola e, em caso de resposta positiva, será questionado ainda o nome da sua comunidade.

“A partir das respostas a essas perguntas, o IBGE vai saber quantos quilombolas existem no Brasil e a quais comunidades pertencem. O Censo vai trazer uma realidade ainda desconhecida de muitos brasileiros”, comentou a responsável técnica pelo projeto de povos e comunidades tradicionais do IBGE, Marta Antunes.

Para coletar os dados da população, os recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vão a campo em todo o país a partir de 1º de agosto. A edição do Censo 2022 deveria, na verdade, ter sido realizada em 2020, respeitando o intervalo de 10 anos entre as edições. Entretanto, foi adiada em razão da pandemia de Covid-19.

Regiões mapeadas

As questões relacionadas as comunidades quilombolas só serão abertas em locais nos quais foi previamente detectada a presença dessa população, em territórios oficialmente delimitados ou não. Essas regiões foram mapeadas nacionalmente por meio de participação e consulta às lideranças.

O levantamento de dados terá como base estudos e normativas nacionais e internacionais, de modo a fornecer subsídios para elaboração de políticas públicas direcionadas às necessidades específicas dessas pessoas. Já os recenseadores que cobrirão áreas de povos e comunidades tradicionais terão um dia adicional de treinamento para conhecer as normativas e conceitos quilombolas.

Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

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