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Cidade em São Paulo ignora decreto e monta auditório para receber Bolsonaro

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A prefeitura da pequena Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, montou um auditório improvisado com 100 cadeiras para receber o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na inauguração da pedra fundamental de uma ponte que dará acesso à cidade. A cerimônia com está prevista para 10h30 desta quinta-feira (3).

Foto: IGO ESTRELA/METROPOLES

O espaço montado no Campo Lauro Lobo tem tendas, caixas de som, microfone, grades de proteção e dispenser de álcool em gel. A assessoria de comunicação da prefeitura garante que os convidados do evento vão respeitar o distanciamento social, mas a realização do ato está em desacordo com o decreto estadual do início da quarentena no estado, que impede a realização de eventos com público.

O Vale do Ribeira, região que abrange a cidade, está na fase laranja do plano de reabertura da economia paulista, o Plano SP. Nessa etapa, nenhum tipo de evento está autorizado. Apenas na fase amarela, que vem na sequência, os eventos são permitidos – mas sem público em pé, com horário reduzido, controle de acesso e capacidade de 40% limitada.

Nota do governo de SP

Em nota, o governo de São Paulo disse que “a Secretaria de Desenvolvimento Regional dialoga com os prefeitos para bom entendimento das ações de combate ao coronavírus e cumprimento do Plano São Paulo”.

“Os protocolos setoriais do Plano São Paulo são fundamentados em critérios técnicos e de saúde, com objetivo de controlar as taxas de contaminação pelo novo coronavirus. O estado recomenda que os estabelecimentos e municípios respeitem os regramentos”, afirmou na nota.

“Sobre eventos, convenções e atividades culturais, o Governo de SP informa que é permitido o funcionamento após 28 dias consecutivos da região na fase 3 (amarela), o que não é o caso de Pariquera-Açu que se encontra na fase 2 (laranja).”

Segunda visita

Bolsonaro já visitou Pariquera-Açu no passado. Foi antes mesmo de ser pré-candidato a presidente da República. Na ocasião, ele visitou a prefeitura e encontrou-se com lideranças locais.

O prefeito da cidade, José Carlos Silva Pinto (PL), disse à reportagem da CNN que a última vez que um presidente da República visitou a cidade foi no governo de Juscelino Kubitscheck, que deixou o cargo em 1961, há 60 anos.

Promessa de ponte

O evento dará início às obras de uma ponte de acesso à cidade, já na parte urbana de Pariquera-Açú. Lideranças locais destacam a importância da obra para facilitar o trânsito de pessoas, especialmente pelo fato de a cidade ter um hospital regional que atende vários municípios vizinhos.

Não há previsão de entrega para a ponte, que terá o investimento federal de R$ 15 milhões. A contrapartida da prefeitura é de apenas 2% do valor. O projeto já foi concluído e recebeu regularização ambiental e o aval do Departamento Estadual de Estradas e Rolagens (DER).

A ponte da pequena cidade, que tem cerca de 18 mil habitantes, ainda não tem nome. Ainda assim, os organizadores do evento apontam que ela poderá ser útil para todo o Vale do Ribeira.

Viagem adiada

Esse é o primeiro compromisso de Bolsonaro no interior de São Paulo depois de ter adiado a viagem em pelo menos duas outras oportunidades. O estado continua encabeçando a lista de mortes e casos do novo coronavírus. Nas oportunidades anteriores, a região estava classificada na fase mais restritiva do plano, a zona vermelha, na qual só funcionam atividades essenciais.

No fim de julho, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro anunciou o adiamento da visita. “Quinta e sexta eu estaria no Vale do Ribeira e, pela segunda vez, eu vou ter que adiar a minha ida. Nada a ver com a minha ida, mas tem um decreto transformando por um tempo em área vermelha”, disse o presidente. 

Na ocasião, ele ainda convidou o governador João Doria (PSDB) para participar com ele da visita às cidades da região. “ [O governador João Doria] está convidado a ir comigo no meu helicóptero. Não tem problema político. Estamos sujeitos a vaias, às vezes, até a um ovo. Quem não quer receber isso, não se candidate e fique em casa”, disse ele na transmissão.

(Com informações de Julyanne Jucá, da CNN, em São Paulo)

Pedro Duran, da CNN, em São Paulo

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