Sherry Romanholi comanda a gigantesca máquina usada na expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo e enfrenta uma rotina de pressão, risco e responsabilidade debaixo da terra.
No último episódio da série “Cidade Subterrânea”, O Fantástico mostra a engenheira Sherry Romanholi, que passa os dias dentro de uma máquina de 100 metros de comprimento que escava os túneis do metrô de São Paulo.
Ela é a primeira mulher da América Latina a pilotar um “tatuzão”, equipamento usado na expansão da Linha 2-Verde, na zona leste da capital paulista.
A máquina, chamada oficialmente de tuneladora, escava a terra enquanto monta automaticamente as estruturas dos túneis subterrâneos.
O apelido “tatuzão” veio justamente da forma como o equipamento avança debaixo da terra. “É difícil, é desafiador”, resume Sherry.

Segundo ela, o trabalho exige atenção constante porque envolve riscos e uma grande responsabilidade.
“É um tipo de escavação perigosa. Envolve muitas vidas”, afirmou. A engenheira conta que passa praticamente o dia inteiro dentro da máquina acompanhando a operação.
O tatuzão usado na obra recebeu o nome de Cora Coralina, em homenagem à escritora brasileira. Segundo Sherry, existe uma tradição internacional de batizar tuneladoras com nomes femininos.
Mesmo com a pressão da rotina subterrânea, ela diz que ainda se impressiona ao comandar o equipamento. “Toda vez que eu piloto, eu falo: ‘gente, maravilhoso’”, contou.
As escavações fazem parte da expansão da Linha 2-Verde do metrô paulistano, uma das principais obras de mobilidade urbana em andamento na cidade.
Por Fantástico





