Apoio de Lula, presença nos municípios e uma comunicação mais espontânea marcam a candidatura do PSD, que aparece em empate técnico na nova pesquisa Datafolha.
De deputado conhecido pela atuação municipalista a “Julim do Lula”. Júlio César (PSD) chega à reta decisiva da disputa pelo Senado apostando em uma imagem mais próxima e descontraída. Nas redes sociais, vídeos bem-humorados, bordões e cenas do cotidiano da campanha passaram a dividir espaço com o discurso político tradicional, enquanto o apelido “Julim” ganhou protagonismo na comunicação do candidato.
A associação com o presidente Lula também ganhou um componente concreto. Em sua passagem por Teresina, no dia 9 de setembro, Lula declarou publicamente apoio a Júlio César para uma das vagas do Senado. A campanha passou, então, a explorar com mais intensidade a proximidade política com o presidente e a identificação com pautas ligadas aos municípios e à agenda do governo federal.

O novo Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (17), mostra uma disputa apertada. Ciro Nogueira (PP) e Marcelo Castro (MDB) aparecem com 17% das intenções de voto, enquanto Júlio César registra 15%. Com margem de erro de três pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados. Em relação ao Datafolha de agosto, Júlio oscilou de 14% para 15%. No recorte do segundo voto para o Senado, ele aparece com 16%, seguido por Marcelo, com 15%, e Ciro, com 11%.
A campanha tenta combinar esse cenário competitivo com uma característica antiga da trajetória de Júlio César, a relação com os municípios. Deputado federal por sete mandatos, ele construiu sua carreira política em torno de pautas municipalistas e, nesta eleição, procura acrescentar a esse perfil uma comunicação mais popular e espontânea. Na urna, Júlio César; nas redes, nas agendas e no discurso da campanha, cada vez mais “Julim do Lula”.





