A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.
No período, o número de pessoas desocupadas ficou em 5,5 milhões, o menor contingente já registrado pela pesquisa. Com o resultado de dezembro, a taxa média anual de desemprego fechou 2025 em 5,6%, abaixo dos 6,6% registrados em 2024, também configurando o menor patamar da série histórica.

Ao longo do ano, a média de pessoas sem ocupação recuou de 7,2 milhões para 6,2 milhões, refletindo a melhora consistente do mercado de trabalho. Em contrapartida, a população ocupada alcançou um recorde histórico, com 103 milhões de pessoas em 2025, frente a 101,3 milhões no ano anterior. Em 2012, esse número era de 89,3 milhões.
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, chegou a 59,1% em 2025, acima dos 58,6% registrados em 2024.
Outro destaque foi o avanço da renda. A renda média real habitual dos trabalhadores atingiu R$ 3.560, o maior valor da série histórica, representando um crescimento de 5,7% (ou R$ 192) em comparação com 2024. O menor rendimento da série havia sido registrado em 2022, com R$ 3.032.
Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 361,7 bilhões em 2025, também o maior volume já apurado, com alta de 7,5% (R$ 25,4 bilhões) em relação ao ano anterior.
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a redução do desemprego ocorreu de forma sustentável. “Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, afirmou.
O levantamento também mostra crescimento do emprego formal. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada aumentou 2,8% em 2025, alcançando 38,9 milhões de pessoas, o maior patamar da série histórica, com acréscimo de cerca de 1 milhão de trabalhadores em relação a 2024.
Já a taxa de informalidade apresentou recuo, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025.
Durante os anos mais críticos da pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021, a taxa de desemprego chegou a 13,7% e 14%, com aproximadamente 14 milhões de pessoas desocupadas, cenário bem distante do observado atualmente.







