Eduardo Leite deixa o governo do Rio Grande do Sul: ‘mostramos que é possível fazer política sem confrontos’

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Cerimônia no Palácio Piratini, em Porto Alegre, aconteceu no começo da noite desta quinta (31). Agora ex-governador, Leite deve discutir com o PSDB possível pré-candidatura à Presidência da República.

Eduardo Leite (PSDB) transmitiu, às 18h44 desta quinta-feira (31), o cargo de governador do Rio Grande do Sul a Ranolfo Vieira Júnior (PSDB). A cerimônia no Palácio Piratini aconteceu logo após a posse oficial, na Assembleia Legislativa do estado (AL-RS), com a assinatura da ata e a transmissão de um vídeo resumindo a gestão do Executivo até o momento.

Eduardo Leite deixa o governo do Rio Grande do Sul

“No final de 2017, começamos a interagir entre nossos partidos procurando conciliação e convergência, trabalhando para construir juntos um projeto para o estado, fazendo diagnósticos, projetando o que deveria ser feito. Amizade cívica, cidadãos com o mesmo proposito. Obrigado, Ranolfo, por esta parceria. O estado estará muito bem conduzido”, disse Leite.

Após agradecer aos presentes e tecer elogios ao agora governador, Leite destacou o projeto coletivo compartilhado com Ranolfo e as reformas estruturais do governo, entre outras iniciativas.

“Como disse na nossa posse, escolhemos voltar a sonhar. Digo no plural, porque foi uma decisão coletiva, resultado da soma de inúmeras vontades e capacidades individuais”, afirmou.

Foram 39 meses à frente do Piratini. Agora, Leite deve iniciar trabalhos internos para viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSDB, já que o escolhido nas prévias foi o governador de São Paulo João Doria.

“Mostramos aqui no RS que é possível fazer política sem negociatas, sem confrontos, sem agredir os adversários ou quem discorda. Nós praticamos uma política que não aposta em rupturas, porque traumas nunca deixam boas experiências. Acolhemos civilizadamente a divergência. Não somos obrigados a odiar, não podemos nos render a este clima de ódio”, falou.

Porém, não entrou em detalhes sobre o que pretende fazer a partir desta quinta. No começo da semana, ele já havia confirmado que permanece no PSDB.

“Não saio, me apresento como representante de uma geração que não se conforma com a armadilha politica que se montou contra o próprio Brasil. Eu estou muito feliz e seguro de que preciso seguir em frente. É o sonho pedindo passagem, e o sonho é aquilo que move o mundo”, concluiu.

Por fim, Leite descerrou a foto que deverá ser colocada na parede do Piratini como um dos ex-governadores do estado. Rindo, ele brincou com os presentes e arrancou risadas de Ranolfo.

Em seu discurso, o atual governador ganhou aplausos ao sugerir que espera a candidatura de Leite ao governo federal. “Que no 1º de janeiro próximo possa receber as chaves de outro palácio, para conduzir com esta mesma excelência, virtude e experiência a todos nós”, disse, falando sobre o Palácio do Planalto.

“Mudam as peças, mas o estado permanece, e seguiremos nossa luta para mudar o Rio Grande para melhor”, citou Ranolfo.

Ranolfo discursou aos deputados estaduais e demais autoridades presentes elogiando o companheiro de Executivo e prometendo dar continuidade às reformas feitas no estado.

“Talvez tenha sido um bom discípulo de um jovem mestre. Vivi na prática aquilo que aprendi na faculdade de Direito e ensinei a meus alunos: a justiça é a principal virtude de um governante”, afirmou.

Ranolfo ainda prometeu trabalhar para que o estado seja competitivo no ambiente de negócios e que supere impasses.

“Quero governar o Rio Grande com o mesmo carinho que um pai cuida de um filho desde o seu nascimento: cuidando do agora, mas preparando o futuro”, sublinhou.

“Serei um aliado”, diz Leite

Após a transmissão do cargo, Eduardo Leite concedeu uma entrevista coletiva em que voltou a tratar sobre uma possível candidatura à presidência. O agora ex-governador do RS respondeu principalmente a perguntas sobre João Doria, que nesta quinta voltou a anunciar sua pré-candidatura e disse que “democracia tem que ser obedecida e hoje ficou claro através desta carta do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, que não há golpe”.

“Não vi referências do governador João Doria a mim, não observei qualquer referência que ele tenha feito. Eu não tenho nenhum movimento de deslegitimação das prévias. Os episódios que aconteceram hoje, as especulações feitas, não mudam em nada o que eu tinha falado até aqui”, afirmou.

Leite, no entanto, disse que a decisão sobre quem será o candidato do PSDB à presidência ainda depende de debates internos entre membros do partido e outros agentes políticos. O ex-governador gaúcho disse que ainda há tempo para que esse debate seja feito, antes de o candidato tucano ser anunciado.

“Está colocada a pré-candidatura do governador Doria, mas o mesmo PSDB e o mesmo governador já disseram que estão em processo de discussão com outros partidos para construir uma convergência. Eu estou no mesmo espírito. Demore o tempo que demorar, se for para promover a convergência entre forças políticas, terá valido a pena”, disse.

Por fim, Leite disse que pretende colaborar com o processo político, seja quem for o candidato do PSDB.

“Não estou procurando ocupar um cargo, um espaço político. Ninguém que quer ser presidente da República pode colocar um projeto pessoal acima do Brasil. Nem um projeto partidário pode estar acima. Estou me apresentando para estar onde melhor possa contribuir”, garantiu.

Por g1 RS

Leonidas Amorim
Leonidas Amorimhttps://portalcidadeluz.com.br
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