O período compreende entre os meses de setembro a dezembro com temperaturas que chegam em média a 40º
Com a proximidade do “B-r-o Bró, período de intenso calor no Piauí, o mais quente no estado, que ocorre de setembro a dezembro com temperaturas que chegam em média a 40º, especialistas do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí chamam a atenção para os cuidados especiais com a saúde dos olhos, em especial com o “olho seco”.
A oftalmologista Nayana Braga explica que a síndrome do olho seco consiste na alteração na produção ou na qualidade da lágrima que produz ressecamento da superfície ocular e sintomas de irritação (dor e ardor), olho vermelho e até diminuição da qualidade da visão.
“O olho seco é um conjunto de sintomas que a pessoa tem irritação, vermelhidão decorrentes da superfície ocular estar com a quantidade de lágrima ou a qualidade da lágrima ineficiente, então, as pessoas costumam sentir muitos esses sintomas específicos e que traz alteração na qualidade de vida e da quantidade de visão daquela pessoa”, explica a médica.
Segundo ela, os mais idosos, alérgicos, mulheres, quem já realizou cirurgia ocular, usuários de lente de contato, pacientes com doenças reumatológicas, tabagismo, exposição à ar-condicionado e à luz azul são os mais afetados.
“Por questões climáticas, é muito comum alguns casos de olho seco, nesse período. A hidratação, o uso de lubrificantes, ajudam muito a combater o problema, diz o oftalmologista do HU-UFPI, Clóvis Correia. O B-R-O-Bró é um período de poucas chuvas e clima mais seco, o que pode piorar os sintomas.
De acordo com ele, a instituição faz o acompanhamento de muitos pacientes que têm problemas de olho seco, tanto por uma questão climática, como por problemas de saúde de outras causas.
“Além da questão do olho seco, a exposição sem a proteção devida do sol, no B-R-0-Bró, devido ao calor e ao excesso de radiação ultravioleta, pode também acelerar a formação de catarata e a questão das lesões maculares para quem tem predisposição ao desenvolvimento de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) que é uma doença que potencialmente pode levar a baixa visão e até a cegueira, geralmente após os 40, 50 anos”, explica a oftalmologista, Nayana.
Medidas de Prevenção
Como medidas de prevenção, nesse período, ela orienta usar proteção como bonés, chapéus e óculos com proteção ultravioleta. E a cada período longo de exposição das telas, dar pausa, usar colírio lubrificante, evitar ar-condicionado e ventilador, em excesso, e poeira para poder melhorar o ressecamento dos olhos.