Governo federal oferece ajuda para conter queimadas no Pantanal

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

A região atualmente conta com 80 viaturas e 600 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, confirmou a ajuda do governo federal ao combate de focos de incêndio na região do Pantanal. O anúncio foi feito no sábado (12) em mensagem publicada no Twitter.

Segundo Marinho, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, estará neste domingo (13), às 15h, na região do Pantanal. A cidade ou local não foi especificado, mas é esperado que Alves visite áreas queimadas.

Marinho também informou que a situação já é monitorada através da Defesa Civil Nacional. Desde o dia 2 de setembro, segundo ele, recursos federais estão sendo liberados para combate ao fogo no Pantanal. “A orientação é não faltar meios para debelar o fogo que ameaça o Pantanal”, afirmou Marinho.

A região atualmente conta com 80 viaturas e 600 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, concedeu uma entrevista ao deputado Eduardo Bolsonaro no YouTube ontem e reconheceu que há muito fogo no Pantanal, mas atribuiu o descontrole a “questões ideológicas”.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que entre janeiro e agosto deste ano foram registrados 10.153 focos de incêndio no Pantanal — número superior ao total registrado entre 2014 e 2019 (10.048).

A fumaça, o calor e a baixa umidade exigem que a população redobre os cuidados com a saúde. Especialistas recomendam que as pessoas bebam bastante água, deem preferência a alimentos saudáveis, pouco gordurosos, lavem narinas e olhos com soro fisiológico, utilizem umidificadores se necessário e evitem atividades físicas durante as horas mais quentes do dia.

Mato Grosso do Sul

A estiagem e os incêndios que há mais de meses destroem o Pantanal vêm alterando a paisagem no Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso. Em meio a mais severa seca das últimas décadas, cursos d’água estão secando, enquanto nuvens de fumaça encobrem a paisagem.

O gerente de Recursos Hídricos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Leonardo Sampaio, apresentou dados que sugerem que, em breve, os principais rios que cortam o território sul-mato-grossense atingirão os níveis mais baixos dos últimos cinco anos.

Além do Rio Paraguai, que, segundo o Imasul, apresenta baixos níveis ao longo de toda sua extensão estadual, os rios Miranda, Aquidauana (ambos na bacia do Rio Paraguai), além do Pardo (na bacia do Rio Paraná), já sofrem com a escassez de chuvas. E devem continuar secando pelas próximas semanas.

Segundo o centro estadual de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS), não há expectativa de chuvas até pelo menos o próximo dia 19, quando pancadas d’água podem atingir parte do estado, embora em proporções insuficientes para elevar o nível dos rios.

Os incêndios também ameaçam importantes sítios arqueológicos existentes no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, entre as cidades sul-mato-grossenses de Costa Rica e Alcinópolis. Desde o início da semana, oito bombeiros e voluntários tentam conter as chamas que, até sábado (10), tinham destruído cerca de 8,9 mil hectares de vegetação típica do Cerrado, sendo 4,5 mil hectares dentro do parque estadual, e pouco mais de 4 mil em propriedades rurais vizinhas à unidade de conservação administrada pelo Imasul.

Mato Grosso

A navegabilidade e o abastecimento hídrico preocupa também os moradores de Mato Grosso. Em Cáceres (MT), a prefeitura alertou os donos de embarcações para o risco do rio secar nos próximos dias, bloqueando a ligação com o Rio Paraguai e deixando encalhados os barcos que não tiverem deixado o local.

Também no município, as chamas destruíram, na sexta-feira (11), um prédio desativado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e mataram, na quarta-feira (9), o zootecnista Luciano da Silva Beijo, 36 anos. Segundo a Associação Brasileira de Zootecnistas, ele foi atingido enquanto tentava conter o avanço do fogo na fazenda onde trabalhava e teve quase 100% do corpo queimado.

Em outra região do Mato Grosso, na Serra do Parecis, a cerca de 242 quilômetros da capital, Cuiabá, há quase uma semana bombeiros tentam apagar um incêndio de grandes proporções. Nem o apoio de produtores rurais e de moradores da região tem sido suficiente para impedir que as chamas se espalhem rapidamente pela vegetação seca, em meio a áreas de difícil acesso.

Com informações da Agência Brasil

Gleison Fernandes
Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Posts Recentes

Semarh emite alerta de chuvas intensas para 189 municípios do Piauí

De acordo com o comunicado, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, ou um acumulado de...

Nova regra deve alterar DDDs de telefones fixos no Piauí a partir de fevereiro

Anatel amplia áreas locais da telefonia fixa e elimina cobrança de longa distância entre municípios do mesmo código; número...

Desemprego no Brasil cai para 5,1% no fim de 2025, menor nível desde 2012

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor índice...

Cachorro é adotado por nova família após ser vítima de maus-tratos

A cena de violência contra o cachorro deixou Francisco profundamente abalado, e ele se ofereceu para adotá-lo. Um cachorro vítima...
spot_img

Rafael Fonteles oficializa a cessão de Chico Lucas para Secretaria Nacional de Segurança

A medida foi necessária porque o gestor é procurador do Estado, vinculado à Procuradoria-Geral do Estado (PGE). O governador Rafael Fonteles autorizou...

Ministério da Educação publica portaria que aumenta piso salarial de professores

Nova portaria define reajuste do piso nacional do magistério e estabelece valor mínimo para a remuneração de professores da...
spot_img

Posts Recomendados