A greve dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim após 15 dias de paralisação. O encerramento do movimento foi aprovado em assembleia realizada na noite de quinta-feira (24), após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determinou o retorno da categoria às atividades.
No julgamento do dissídio coletivo, o TST considerou a greve não abusiva e autorizou a compensação dos dias parados. Com isso, os trabalhadores deverão repor o período não trabalhado, em condições que ainda dependem do detalhamento da decisão.

O tribunal também definiu reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP).
Julgamento no TST
O julgamento havia começado na segunda-feira (21), mas foi suspenso após os Correios apresentarem novos documentos ao processo. Na ocasião, foi concedido prazo para que as entidades representativas dos trabalhadores analisassem o material antes da retomada da sessão.
Na quinta-feira, o TST retomou a análise do dissídio e, por maioria, rejeitou o pedido dos Correios para que a paralisação fosse considerada abusiva. A empresa também havia solicitado a aplicação de multa às entidades sindicais.
Após o julgamento, trabalhadores se reuniram em assembleia para avaliar a decisão e definir os encaminhamentos da categoria. Em São Paulo, o Sintect-SP orientou o retorno às atividades a partir das 22h de quinta-feira.
O acórdão com a íntegra do julgamento ainda não havia sido publicado até as primeiras informações divulgadas após a decisão. A expectativa é que o documento detalhe, entre outros pontos, as regras para compensação dos dias parados.
Greve começou em 10 de setembro
A paralisação teve início em 10 de setembro, após trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada durante as negociações do acordo coletivo. Entre os principais pontos de divergência estava o plano de saúde da categoria.
As entidades sindicais defendiam condições que preservassem o atendimento aos trabalhadores, aposentados e dependentes e manifestaram preocupação com possíveis alterações no modelo do benefício. O plano de saúde permaneceu entre os principais temas discutidos durante as negociações e no julgamento do dissídio coletivo.
Com a decisão do TST e o encerramento da greve, os trabalhadores retomam as atividades enquanto sindicatos e Correios aguardam a publicação da íntegra do acórdão para conhecer todos os termos estabelecidos pelo tribunal.





