Maior Natal Sem Fome da história leva produção da agricultura familiar a 2 milhões de pessoas

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Governo do Brasil reforça mobilização com a compra e doação de mais de 5 mil toneladas de alimentos

A Ação da Cidadania realiza em 2025 o maior Natal Sem Fome desde a criação da campanha, há 32 anos. A mobilização ganhou um reforço histórico com a doação de mais de 5 mil toneladas de alimentos produzidos pela agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que vai beneficiar mais de 2 milhões de pessoas em todo o Brasil.

Foto: Divulgação/Ação da Cidadania

A iniciativa é resultado de uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Isso significa mais de 500 mil famílias sendo beneficiadas, ou seja, mais de 2 milhões de pessoas que vão ter prato na mesa”, afirmou Rodrigo “Kiko” Afonso, diretor-executivo da Ação da Cidadania.

Para ele, a conquista é ainda mais significativa pelo tipo de alimento que está sendo distribuído.

“Conseguir botar nessas cestas alimento da agricultura familiar, que é uma coisa que a gente está tentando viabilizar há anos, é uma realização enorme”, destacou.

Essa é a primeira vez que alimentos adquiridos pelo Governo do Brasil passam a compor o Natal Sem Fome, tendo como aliado o PAA. O programa garante alimento para pessoas em situação de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que fortalece a agricultura familiar, valoriza a produção local e gera renda no campo.

Alimento de qualidade
Os alimentos doados para a campanha também ampliam a qualidade nutricional das cestas, garantindo um ciclo justo e completo, do campo ao prato, possibilitando um Natal mais digno para famílias que ainda convivem com a insegurança alimentar.

O diretor do Departamento de Aquisição e Distribuição de Alimentos Saudáveis do MDS, Raimundo Nonato, ressaltou a importância dessa ação coordenada.

“Estamos aqui acompanhando uma ação que tem se intensificado no Brasil inteiro, que é a doação de alimentos. É bom ressaltar que são alimentos saudáveis e que trazem segurança alimentar”, explicou.

O diretor reforçou o caráter inédito da parceria. “Pela primeira vez o Governo do Brasil junto com a Ação Cidadania está promovendo um grande movimento aqui no estado do Rio de Janeiro”, explicando que a ação se espalhará por todo o estado.

A qualidade dos alimentos distribuídos é um ponto fundamental para as organizações parceiras. Raquel Spinelli, fundadora da Providenciando a Favor da Vida, que atende famílias no Morro da Providência, na capital fluminense, celebrou a mudança.

“Uma coisa que sempre me incomodou foi a qualidade da cesta básica. Historicamente, a gente tinha uma péssima qualidade da cesta básica”, lembrou.

Para quem recebe as cestas, o impacto é imediato. Yasmin Pereira, 20 anos, moradora do Morro da Providência e beneficiária da cesta de alimentos, emociona-se ao falar sobre o significado da ajuda.

“Essa cesta representa muito para mim. Não só para mim, mas para a minha avó, porque a minha avó paga aluguel. Então, às vezes não tem dinheiro para comprar uma carne, um arroz, feijão, porque ela sempre tem que guardar o dinheiro do aluguel”, contou.

A jovem demonstrou gratidão e alegria antecipada. “A minha avó vai ficar muito feliz quando ela ver a gente chegando lá, ela não vai nem acreditar.”

Do campo ao prato
A demanda da agricultura familiar para a última chamada do PAA, que chegou a R$ 1,9 bilhão em 2025, foi destacada por Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“E agora coroamos esse trabalho com esta doação à Ação da Cidadania, do saudoso Betinho. O que interessa à Conab é que nenhum brasileiro passe fome. Por isso, seguiremos investindo na agricultura familiar, para incentivar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, entregar comida a quem mais precisa”, afirmou.

Nesse caminho, o benefício vai do agricultor, que pode produzir com a garantia da venda, a quem não tinha o que comer e recebe alimento saudável e de qualidade.

“Se você imaginar um produtor de agricultura familiar do Mato Grosso, do Rio Grande do Sul, produzindo lá o arroz, o feijão, a farinha, mas isso chegar no Maranhão, em todas as regiões do Nordeste, do Norte, fazer chegar no Brasil inteiro, algo que para mim é absolutamente incrível”, destacou o diretor da Ação da Cidadania.

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