Ministro Nunes Marques vota por absolvição parcial de réu por atos golpistas no 8/1

-

Magistrado diverge do voto de Alexandre de Moraes, relator do processo

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta quarta-feira (13), pela absolvição parcial de Aécio Lúcio Costa Pereira, primeiro réu julgado pela Corte pela participação nos atos do 8 de janeiro.

Nunes Marques divergiu do voto apresentado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, que votou pela condenação de Aécio a 17 anos em regime fechado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e dano contra o patrimônio público, com uso de substância inflamável.

Nunes Marques votou somente pela condenação do acusado a 2 anos e seis meses de prisão em regime aberto pelos crimes de dano e deterioração do patrimônio tombado. “As fotos e vídeos por ele postados [nas redes sociais], demostram que ele aderiu aos manifestantes que ingressaram mediante violência no Congresso, concorrendo para os danos do patrimônio tombado”, afirmou.

No entanto, o ministro divergiu de Moraes e absolveu Aécio das acusações de atentar contra a democracia e de golpe de Estado. Segundo o ministro, é necessária ameaça às autoridades dos poderes para caracterização dos crimes.

Divulgação

“As lamentáveis manifestações ocorridas no dia 8 de janeiro, apesar da gravidade do vandalismo, não tiveram alcance de consistir numa tentativa de abolir o Estado democrático de direito”, argumentou.

Após o voto do ministro, o julgamento foi suspenso e será retomado amanhã (14).

O réu

Aécio Lúcio, morador de Diadema (SP), foi preso pela Polícia Legislativa no plenário do Senado durante os atos. Ele chegou a publicar um vídeo nas redes sociais durante a invasão à Casa. Ele continua preso por determinação de Moraes.

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o acusado participou da depredação do Congresso Nacional, quebrando vidraças, portas de vidro, obras de arte, equipamentos de segurança, e usando substância inflamável para colocar fogo no tapete do Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Na manhã desta quarta-feira, a defesa de Aécio Lúcio rebateu as acusações e considerou que o julgamento no STF é “politico”.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
CAPTCHA user score failed. Please contact us!

Posts Recentes

Dr. Pessoa confirma pré-candidatura ao Senado; esposa deve disputar vaga na Câmara Federal

O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026 pelo Podemos. A...

IFPI lança edital com 975 vagas em cursos técnicos gratuitos; veja as cidades

Os cursos são voltados tanto para estudantes que ainda cursam o ensino médio quanto para quem já concluiu essa...

Projeto “Quitanda Mirim” coloca Jerumenha entre os 15 classificados em prêmio estadual do SUAS

Jerumenha participa da premiação com o projeto “Quitanda Mirim: Cuidar, Nutrir e Brincar”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência...

Câmara dos Deputados realiza debate sobre direitos culturais dos povos indígenas

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (10) uma audiência pública para discutir o Plano...

Governo quer mais etanol na gasolina para segurar preço nos postos

Proposta busca reduzir dependência de combustível importado em meio à guerra no Oriente Médio. O governo federal pretende aumentar a...

Secretaria de Cultura de Jerumenha reúne contemplados pela Lei Aldir Blanc para assinatura do Termo de Execução Cultural

A Secretaria Municipal de Cultura de Jerumenha realizou, nesta segunda-feira, 9 de junho, uma reunião com os fazedores de...

Flamengo vence Nova Iguaçu na primeira partida da final do Carioca e abre vantagem pro segundo jogo

O segundo jogo está marcado para o próximo domingo,...

Você também pode gostar
Recomendado para você