Mulheres chefiam 71% dos lares do Bolsa Família que superaram a insegurança alimentar

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Estudo da FGV mostra que famílias cujo responsável é uma mulher, lideram a redução da insegurança alimentar e nutricional no país, refletindo o impacto direto de políticas do Governo do Brasil

Cerca de 71% dos domicílios beneficiários do Bolsa Família que superaram a insegurança alimentar e nutricional entre 2023 e 2024 no Brasil são chefiados por mulheres. O dado revela o protagonismo feminino na melhora das condições de vida no país e reflete os impactos diretos das políticas públicas implementadas pelo Governo do Brasil.

Ao todo, 670 mil lares atendidos pelo programa liderados por mulheres passaram a ter acesso regular e permanente a alimentos básicos de qualidade, de um total de quase 1 milhão de domicílios do Bolsa Família que avançaram para a segurança alimentar e nutricional no período.

As informações são do estudo “Mulheres no centro da redução da insegurança alimentar no Brasil”, divulgado nesta sexta-feira (20.03), pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

Foto: Jornal Grande Bahia

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a decisão de priorizar a titularidade do benefício para as mulheres foi um divisor de águas para a eficácia das políticas de combate à pobreza.

“Foi uma decisão estratégica colocar o cartão do Bolsa Família e do Gás do Povo nas mãos das mulheres. O governo confiou a elas essa responsabilidade e o resultado está aí: as famílias e as mulheres, especialmente aquelas com crianças, não estão apenas saindo da fome, mas conquistando dignidade”, afirmou o ministro.

Os resultados acompanham uma transformação estrutural no país. Entre 2023 e 2024, o número de domicílios do Bolsa Família em segurança alimentar e nutricional liderados por mulheres cresceu 16,5%, acima do registrado entre lares chefiados por homens (10,7%).

Entre 2012 e 2024, o número de famílias sob responsabilidade feminina aumentou 87%, passando de 22,1 milhões para 41,3 milhões. Em 2024, elas já representavam 51,7% dos responsáveis pelos domicílios brasileiros.

Os dados vão ao encontro das políticas de transferência de renda centradas nas mulheres implementadas pelo Governo do Brasil. É o caso do Bolsa Família. O estudo mostra que, em janeiro de 2026, o programa atendia cerca de 18,7 milhões de famílias, um total de 49 milhões de pessoas beneficiadas. Do total de famílias, 15,7 milhões tinham a mulher como responsável familiar, ou seja, 84,41%. Além disso, 58,7% dos benefícios eram pagos a mulheres.

Wellington Dias destacou ainda o impacto dessa escolha na proteção da infância e na superação da linha da pobreza. “É algo fantástico observar que 92% das famílias comandadas por mulheres, onde há presença de crianças, conseguiram sair da linha da pobreza. O fato de termos a transferência de renda centrada nelas, atua como um estimulador para o trabalho, para a geração de renda e para a organização do lar”, prosseguiu.

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, reforçou que os resultados apresentados pela FGV são fruto do restabelecimento da capacidade de atuação do Estado e da integração de políticas públicas. “O país saiu do Mapa da Fome porque retomamos uma estratégia integrada que combina crescimento do emprego, aumento da renda e o controle da inflação de alimentos”, pontuou.

O Brasil alcançou o menor patamar de insegurança alimentar grave de sua série histórica, recuando de 15,5% em 2022 para os atuais 3,2%. “Esse avanço foi mais intenso justamente nos domicílios chefiados por mulheres e pessoas negras, registrando as mínimas históricas de insegurança alimentar para esses grupos”, disse Valéria Burity.

Além da queda da insegurança alimentar, o país registrou, entre 2022 e 2024, a diminuição da pobreza de 31,6% para 23,1% e o menor patamar de extrema pobreza da história, chegando a 3,5%. Isso significa que 17,5 milhões de pessoas saíram da pobreza em apenas dois anos. “O Bolsa Família cumpre um papel relevante não apenas para reduzir desigualdades, mas para garantir que os programas sociais ativem de forma efetiva os seus objetivos na ponta”, concluiu a secretária responsável por coordenar o Plano Brasil Sem Fome.

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