Nasa descobre novo exoplaneta que pode ser habitável

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O TOI 700 e orbita uma estrela localizada a cem anos-luz da Terra

O principal satélite caçador de planetas da Nasa detectou um novo mundo semelhante à Terra. Localizado no que os pesquisadores definem como “zona habitável”, pode ter tido água líquida em algum momento de sua história. Trata-se do segundo corpo celeste encontrado com essas características orbitando a mesma estrela, a TOI 700, localizada a aproximadamente 100 anos-luz da Terra. Trata-se de uma estrela anã fria, relativamente silenciosa, e que não apresenta picos de atividade que poderiam destruir formas de vida, como algumas outras estrelas.

O TOI 700 e integra um pequeno sistema composto por três outros planetas (TOI 700 b, c e d). O planeta d, que foi descoberto em 2020, é cerca de 20% maior que a Terra e também está localizado em uma zona habitável. Essa característica indica a possível existência de água, no passado ou no presente, o que poderia tornar estes planetas propícios para alguma forma de vida. Outros dois corpos celestes, d e e, levam 37 e 28 dias para completar seus ciclos, respectivamente. O TOI 700 e está posicionado entre os planetas c e d.

Foto: NASA/JPL-Caltech/Robert Hurt

O Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), é um sistema da Nasa capaz de detectar novos planetas. A missão foi lançada em 2018, e desde então já apresentou 285 exoplanetas, outros 6.000 candidatos esperam confirmação. A mais recente descoberta foi apelidada de TOI 700 e (TOI significa TESS object of interest – objeto de interesse do TESS), ele seria rochoso e teria 95% do tamanho da Terra.

O TESS continuará coletando dados sobre a nova descoberta, que atualmente também vem sendo observada pelo Very Large Telescope, com o auxílio do Echelle Spectrograph for Rocky Exoplanets and Stable Spectroscopic Observations (Espresso), também projetado para caracterizar exoplanetas semelhantes à Terra.

Com os dados coletados, pesquisadores esperam poder determinar as massas dos quatro planetas do sistema. A equipe também pretende contar com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble para estimar as emissões de ultravioleta da estrela TOI 700. Essas informações podem informar os modelos climáticos dos planetas de sua órbita. A previsão é que a missão TESS se estenda até outubro de 2024.

Por Marília Monitchele/VEJA

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