O neurocirurgião piauiense Jacinto Lay, de 52 anos, teve a morte cerebral confirmada nesta quinta-feira (16), quase dois anos após o acidente aéreo ocorrido na BR-316, na zona Sul de Teresina. A informação foi confirmada por familiares e pessoas próximas ao médico.
Jacinto Lay estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para onde havia retornado há cerca de duas semanas após apresentar complicações em seu estado de saúde. Apesar do tratamento especializado, o quadro clínico evoluiu de forma irreversível.

O médico sofreu o acidente em 8 de setembro de 2024, quando pilotava um avião monomotor que precisou realizar um pouso de emergência na BR-316, nas proximidades do bairro Lourival Parente.
Durante a tentativa de pouso, a aeronave atingiu uma van, saiu do controle e colidiu contra uma estação de passageiros às margens da rodovia. O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e das forças de segurança.
Com ferimentos graves, Jacinto Lay sofreu politraumatismo, traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas, principalmente na perna direita. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital São Marcos, em Teresina, onde passou pelas primeiras cirurgias.
Após a estabilização do quadro, dois dias depois do acidente, o médico foi transferido em uma UTI aérea para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde iniciou tratamento de alta complexidade.
Durante a recuperação, apresentou evolução clínica, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou para a unidade semi-intensiva. Posteriormente, retornou a Teresina para dar continuidade ao processo de reabilitação. Nas últimas semanas, porém, voltou a ser internado em São Paulo após novas complicações.
Reconhecido pela atuação na neurocirurgia, Jacinto Lay era referência na especialidade e atendia pacientes em diversas regiões do Piauí. A confirmação da morte cerebral gerou manifestações de pesar entre familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes.
As circunstâncias do acidente continuam sendo investigadas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos II (Seripa II). Até o momento, o órgão responsável pela apuração não divulgou o relatório final sobre as causas do acidente.





