Vantagem do presidente sobre Flávio Bolsonaro é de oito pontos. Instituto testou também cenários de Lula contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Essa é a primeira Quaest após briga pública entre Flávio e Michelle e caso Master ter atingido aliado de Lula.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Lula (PT) oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) na simulação de 2º turno da eleição presidencial. Lula tem 45% das intenções de voto contra 37% de Flávio.
Em junho, Lula tinha 44%, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em maio, o presidente marcava 42%, e o senador, 41%. Os números apontavam empate técnico. Em abril, Flávio esteve numericamente à frente de Lula, com 42% contra 40% do presidente. Em março, ambos pontuaram 41% cada.

“Em um eventual cenário de 2º turno, a vantagem de Lula para Flávio seria de 8 pontos percentuais, oscilou 2 pontos positivamente no último mês”, diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
A Quaest de julho marca a primeira vez, desde dezembro de 2024, que a aprovação do governo Lula supera numericamente a desaprovação: 48% dos entrevistados aprovam e 47% desaprovam a gestão do petista. Veja detalhes mais abaixo neste texto.
Felipe Nunes aponta haver uma “fragilidade” na campanha de Flávio Bolsonaro.
“Essa fragilidade da campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo deles foi o conflito com Michelle Bolsonaro, que ficou conhecido por apenas metade dos brasileiros. Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial do Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgar o vídeo.”
A pesquisa traz quatro cenários de 2º turno. Em todos, o presidente seria reeleito. A menor diferença é contra Flávio Bolsonaro. A vantagem mais folgada é contra Renan Santos, de doze pontos percentuais.
“Mesmo com esse desgaste [causado pela briga entre Flávio e Michelle Bolsonaro] nenhum outro nome aparece mais competitivo que Flávio contra Lula”, diz Felipe Nunes.
A 2 meses e 19 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, 65% dos entrevistados disseram que a decisão de voto é definitiva. Outros 35% disseram que ainda podem mudar de ideia.
Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula (PT): 45% – eram 44% em junho e 42% em maio
- Flávio Bolsonaro (PL): 37% – eram 38% em junho e 41% em maio
- Branco/nulo/não iria votar: 14% – eram 14% em junho e maio
- Indecisos: 4% eram 4% em junho e 3% em maio
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Lula x Ronaldo Caiado
- Lula (PT): 45% – eram 45% em junho e 44% em maio
- Ronaldo Caiado (PSD): 36% – eram 35% em junho e maio
- Branco/nulo/não iria votar: 15% – eram 16% em junho e 17% em maio
- Indecisos: 4% – eram 4% em junho e maio
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Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Caiado, de julho de 2026 — Foto: Arte/g1
Lula x Romeu Zema
- Lula (PT): 45% – eram 45% em junho e 44% em maio
- Romeu Zema (Novo): 35% – eram 35% em junho e 37% em maio
- Branco/nulo/não iria votar: 16% – eram 17% em junho e 15% em maio
- Indecisos: 4% – eram 3% em junho e 4% em maio

Lula x Renan Santos
- Lula (PT): 45% – eram 45% em junho e maio
- Renan Santos (Missão): 33% – eram 31% em junho e 28% em maio
- Branco/nulo/não iria votar: 18% – eram 20% em junho e 22% em maio
- Indecisos: 4% – eram 4% em junho e 5% em maio
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O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-07181/2026.
Vídeo de Michelle e operação contra Jaques Wagner
A pesquisa é a primeira divulgada pela Quaest a captar os impactos de dois acontecimentos recentes da política:
A Quaest incluiu perguntas sobre o episódio na pesquisa de julho, e 51% responderam que não estavam sabendo do vídeo de Michelle. Outros 49% sabiam.
Para 45% dos entrevistados, Michelle acertou ao divulgar os vídeos com críticas a Flávio. Outros 38% consideram que ela errou.
Entre os eleitores que se consideram de direita, mas não bolsonaristas, 35% acham que Michelle acertou. Entre os bolsonaristas, esse índice é de 20%.
Em outra pergunta, 42% responderam que concordam mais com a ex-primeira-dama do que com o senador. Outros 18% concordam mais com Flávio.
“Toda essa confusão dentro da família acabou provocando uma reação que parece afastar o potencial eleitor independente do Flávio: diminuiu de 33% para 29% a percepção de que Flávio é mais moderado que sua família”, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Sobre a operação contra Jaques Wagner, suspeito de receber propina para atuar em defesa do Banco Master no Congresso, 54% responderam que não estavam sabendo, e 61% acreditam que o ex-líder do governo Lula no Senado agiu de forma errada.
Para 37%, a investigação sobre o petista afeta muito negativamente a campanha de Lula. Outros 25% avaliam que impacta um pouco. Outros 22% acham que não causa efeito negativo.
Por Carolina Freitas, g1 — São Paulo





