Investigações apontam diálogos sobre compra de joias, pagamentos de boletos e articulações envolvendo negociações no governo
A Polícia Federal (PF) encontrou registros de trocas de mensagens entre Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete do presidente, com a lobista Roberta Luchsinger. A investigada é alvo de apurações no escândalo de fraudes no INSS.

O envolvimento de Marcola e as joias
De acordo com os dados obtidos pela PF, conversas datadas de abril de 2024 mostram Roberta Luchsinger tratando da aquisição de joias com Marcola. A investigação aponta que a lobista teria pago R$ 9,2 mil por duas peças destinadas a presentes de Dia das Mães, além de suspeitas de quitação de boletos e outros mimos para o ex-auxiliar presidencial.
Marcola admitiu ter contraído um empréstimo de R$ 249 mil com a empresária, afirmando já ter realizado a devolução do montante com juros e correção monetária.
Conexões e investigações sobre Lulinha
Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, é investigada por suspeita de tráfico de influência na intermediação de interesses de empresários junto a órgãos governamentais. A lobista teria ligações com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, preso por envolvimento nas fraudes do instituto.
Mensagens de março de 2024 obtidas pela polícia mostram diálogos entre a lobista e o filho do presidente discutindo reuniões, encontros com autoridades — como o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa — e menções a projetos no setor público, a exemplo de tratativas voltadas à compra de cannabis medicinal para o SUS, negócio que acabou não avançando.
Atualmente, Lulinha é investigado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de tráfico de influência.
O que dizem as defesas
- Defesa da lobista: Informou que não irá se manifestar no momento e aguarda apurações formais sobre eventuais vazamentos.
- Defesa de Lulinha: Declarou que não comentará o que classificou como “recortes vazados” das investigações, apontando supostos crimes de violação de sigilo e contaminação política nas divulgações.
Por ALEX GUSMÃO – Jornal da Band





