Piauí garante atendimento 24 horas a mulheres vítimas de violência com proteção policial, abrigo e apoio psicossocial

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Serviços integrados oferecem denúncia, medida protetiva de urgência, acolhimento e autonomia econômica em um só lugar.

O Governo do Piauí mantém uma rede completa de atendimento para mulheres vítimas de violência, com serviços que funcionam 24 horas e podem ser acessados de forma presencial, por telefone ou pela internet. A estrutura reúne Polícia Militar do Piauí (PMPI), Polícia Civil, Casa da Mulher Brasileira e outros órgãos, garantindo desde o registro da denúncia até o acompanhamento contínuo das vítimas.

A delegada Bruna Verena Fontele, diretora de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis, destaca que o acesso foi ampliado para facilitar a denúncia. “As mulheres piauienses têm várias formas de pedir ajuda. Elas podem procurar qualquer delegacia, a Casa da Mulher Brasileira, ou registrar o boletim de ocorrência sem sair de casa, inclusive pelo WhatsApp, com o BO Fácil. Nosso objetivo é garantir que essa mulher se sinta segura para denunciar”, afirma.

Os canais disponíveis incluem o telefone 190, para emergências, o 180, além de plataformas digitais como WhasApp (0800 086 0190), através do BO Fácil, ou da Delegacia Virtual pelo site delegaciavirtual.sinesp.gov.br. A medida protetiva também pode ser solicitada nesses canais, com análise rápida pelo Judiciário.

Rede de proteção

Na capital, a Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas e já realizou mais de 41 mil atendimentos desde a inauguração, em março de 2024. O espaço reúne, em um único local, serviços essenciais como:

  • Apoio psicossocial;
  • Delegacia especializada;
  • Defensoria Pública;
  • Ministério Público
  • Alojamento provisório para mulheres e filhos em vulnerabilidade.

A coordenadora Andréia Bastos explica que a integração evita deslocamentos e acelera o atendimento. “A mulher encontra tudo em um só lugar. Ela pode registrar a ocorrência, pedir medida protetiva, receber apoio psicológico e, se necessário, permanecer em local seguro enquanto aguarda a decisão da Justiça”, afirma.

Além do acolhimento, a Casa também oferece serviços de autonomia econômica, com encaminhamento para vagas de emprego e emissão de documentos, ajudando a romper o ciclo da violência.

Acompanhamento das vitimas

Outro braço da rede é a Patrulha Maria da Penha (PMPenha) da Polícia Militar, que é um grupamento especializado criado em 2020 para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência e proteger mulheres vítimas de violência doméstica. Ela realiza visitas técnicas e monitoramento, garantindo que o agressor não se aproxime da vítima.

Segundo a soldada Iara Pinheiro, da PMPenha, a atuação em campo reforça a proteção dessas mulheres. “A gente realiza visitas mensais às mulheres com medida protetiva, verifica se está tudo bem e se a decisão judicial está sendo cumprida. Em caso de risco, orientamos que liguem imediatamente para o 190, porque a viatura mais próxima chega mais rápido, mas seguimos acompanhando cada caso de perto”, destaca. 

As mulheres podem acessar os serviços de forma gratuita e contínua. Em Teresina, a Casa da Mulher Brasileira funciona na Avenida Roraima, nº 2563, bairro Aeroporto. Também é possível buscar ajuda pelos canais 190, 180 e pelo atendimento digital. O objetivo é ampliar a proteção e garantir que nenhuma mulher fique sem assistência no Piauí.

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