Polícia Federal faz operação contra fraude no FGTS

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Dinheiro desviado seria usado na construção de casas no Piauí. Segundo a corporação, investigado é alvo de mandado de prisão e teve bens como mansão e carro de luxo sequestrados. Ação cumpre outros 14 mandados de busca em Goiás e São Paulo.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) uma operação que apura fraude no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A ação cumpre um mandado de prisão contra um advogado, em Goiânia, suspeito de realizar uma transferência irregular no valor de R$ 5 milhões para a conta bancária dele. A corporação também conseguiu na Justiça o sequestro de bens do investigado, como imóveis e carros de luxo, no valor de R$ 2 milhões.

Foto: PF/Divulgação

O valor sacado indevidamente, por meio de documentos falsos, deveria ser destinado para construção de unidades habitacionais no Piauí. De acordo com a PF, o advogado – cujo nome não foi revelado – está com a inscrição cancelada nas seções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Goiás e São Paulo. Até as 8h, ele ainda não havia sido detido.

O G1 contatou, por e-mail, a OAB-GO e a Caixa Econômica Federal, responsável pelo FGTS, respectivamente às 7h24 e 7h55, e aguarda retorno.

Além da ordem de prisão, 60 policiais estão nas ruas para cumprir outros 14 mandados de busca e apreensão nos seguintes locais:

Goiás:

  • Goiânia – 9
  • Itumbiara – 1
  • Anápolis – 1

São Paulo:

  • São José do Rio Preto – 1
  • Cardoso – 1
  • Votuporanga – 1

Entre os bens sequestrados estão uma mansão em um condomínio de luxo de Goiânia, avaliada em R$ 1,2 milhão, uma chácara, um carro esportivo e três caminhões.

Esquema

Segundo a PF, o advogado desviou o montante, que deveria ser destinado a construção de casas habitacionais em Teresina (PI), por meio de uma ação judicial, na qual ele utilizou uma “falsa representação”.

O documento continha, conforme a corporação, “argumentos fictícios e fraudulentos”. Mesmo assim, com ele, o suspeito conseguiu a transferência dos valores para uma conta judicial em Corumbá de Goiás.

Posteriormente, ele transferiu os R$ 5 milhões para uma conta dele e, finalmente, distribuiu entre outras várias contas. A polícia busca identificar se outras pessoas participaram do crime.

Por Sìlvio Túlio, G1 GO

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