Retorno de ‘Lula 4 fortalecido’ reforça desafio à aliança entre direita e centro-direita para 2026

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Sem Bolsonaro, direita tenta se unir contra Lula

Apesar de ser rejeitado pelo mercado, agronegócio, Centrão e parte expressiva do eleitorado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se mostrar competitivo para a reeleição em 2026. A desaprovação crescente vista desde a posse tomou novo rumo há três meses, escalando a pressão sobre a direita, na busca por uma ampla aliança no pleito presidencial para enfrentar o petista.

Segundo políticos e analistas, Lula, às vésperas de completar 80 anos, surge fortalecido menos por entusiasmo popular e mais por restrições impostas à oposição. O maior rival do petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e está isolado de qualquer contato exterior por medidas cautelares. Mesmo antes da condenação, Bolsonaro já estava inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Divulgação

Com o maior líder da direita silenciado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), desponta como a opção mais viável para desafiar Lula nas urnas, mas ainda não é consenso na direita, sobretudo na família Bolsonaro, cujo maior obstáculo é o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que quer brigar pela Presidência, enquanto enfrenta perseguição do STF e risco de cassação do mandato. Ele acompanha a situação dos Estados Unidos, onde vive atualmente.

Nas últimas pesquisas sobre intenção de voto para 2026, Lula apareceu na liderança. O presidente registrou 48,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30,4% de Tarcísio, segundo a AtlasIntel/Bloomberg divulgada no último dia 17. O levantamento ouviu 7.291 pessoas de 10 a 14 de setembro, com margem de erro de um ponto. Lula estava na dianteira mesmo em cenário de polarização acirrada.

Já a Genial/Quaest, publicada no dia 18, apontou Lula com 43% contra 35% de Tarcísio em simulação de segundo turno. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 12 e 14 de setembro, com margem de dois pontos e 95% de confiança. O quadro mostra o petista à frente em vários cenários, atestando sua vantagem na largada da corrida presidencial.

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